Barcelona com as amigas

Com as amigas em Barna

Com as amigas em Barna

Aêêêêêê! Demorou, mas saiu! Ei-lo, meu relato da viagem a Barcelona 🙂

Em maio, eu e mais 5 amigas fomos passar 6 dias (5 noites) em Barcelona. Foi a minha primeira vez na Espanha e eu tinha certeza que ia amar, não poderia ser diferente né?

Passei 15 meses planejando, pesquisando hotéis, localizacão, onde comer, o que comer, o que fazer, o que ver… como se locomover etc. e tal. E todo o planejamento valeu – a viagem foi perfeita em termos de companhia e aproveitamento! O objetivo da nossa viagem era um lugar quente, com um certo agito, com uma boa culinária e de preferência com praia. Barcelona tem tudo isso e muito mais.

Hospedagem

Optamos por alugar um apartamento, o que saiu bem mais barato e bem mais íntimo e exclusivo. Encontramos um apêzão pelo Rent4Days (super recomendado), bem no meio da Passeig de Gràcia, no bairro do Eixample, quase em frente da Casa Batlò. Lá chegamos ao meio-dia de uma segunda feira ensolarada e quente. Como moramos na Dinamarca, estávamos meio que desesperadas por sol – então não tinha melhor lugar pra ir do que pra praia 🙂

Barceloneta

Colocamos nossas pernocas de fora e fomos pra Barceloneta. A caminhada foi um pouquinho longa, passando pelas Ramblas, mas íamos conversando e olhando tudo, curtindo todas as novidades, principalmente a novidade de não ter hora pra voltar pra casa, não ter janta pra fazer, não ter filho pra buscar na creche. Todas nós temos filhos pequenos, que ficaram em casa com os respectivos papais.

Caminhada pra Barceloneta

Caminhada pra Barceloneta

Chegando na Barceloneta, comemos uns sanduichinhos e bebemos uma sangria maravilhosa no Buenas Migas – estávamos famintas e adoramos a escolha do local para uma comidinha rápida. Recomendado!

A praia da Barceloneta tem um clima incrível, uma alegria contagiante, um super astral mesmo! Alugamos espreguicadeiras e ficamos lá que nem crocodilo na beira do rio, absorvendo vitamina D. Enquanto estávamos lá esticadas, diversas pessoas conversaram com a gente: o alugador das cadeiras, o garcon do barzinho, as tailandesas massagistas… uma onda. Era maio e o calor ainda não estava suficiente pra gente animar de entrar na água, mas eu fui lá e molhei meus pezinhos.

Ao entardecer, caminhamos por todo Passeig de Joan de Borbó, tomamos sorvete, e às 8 horas tínhamos mesa reservada no Nass Restaurant.

Avaliacão geral do Nass: bom atendimento, comida gostosa, mas ficamos meio decepcionadas porque alguns itens do menu estavam “em falta”. Coisa chata é você escolher um prato do menu e ouvir que “ah, esse não temos no momento”. E o que tinha, era limitado – por exemplo, algumas de nós pedimos um prato e ouvimos “só temos mais 2 desses”, resultado, as outras tiveram que achar outra coisa pra comer. E a mesma coisa aconteceu com a sobremesa – não tinha suficiente, tivemos que dividir. Chato, né?

Eixample e o Modernismo de Gaudí

Acordamos cedo e fomos pro Parc Güell, arquitetado pelo gênio do modernismo Gaudí. Tínhamos comprado o ingresso pela net, recomendo muitíssimo – economizamos tanto tempo de filas! Fomos de metrô e subimos a escadaria toda, mas valeu a pena.

Parc Güell

Parc Güell

O Parc Güell é uma coisa linda de se ver e sentir. A mistura de cores e formas é alucinante, dá vontade de ficar lá o dia todo. Eu pensei em todos os filmes que já vi e que usaram esse parque como cenário: O Albergue Espanhol (um favorito!), Vicky, Cristina, Barcelona, etc.

De lá batemos perna até a Sagrada Família e por várias ruelinhas do Eixample. Muitas lojinhas, cafés, muita vida 🙂 Não entramos na Sagrada Familia dessa vez, fica pra próxima.

Sagrada Família

Sagrada Família

Almocamos no Tapas 24, que ficava do ladinho do nosso apê. Definitivamente as melhores tapas que comemos durante nossa estadia e é esse restaurante que eu recomendo se você estiver no Eixample.

Tapas 24

Tapas 24

Cansou de tapas? Passe no 9Reinas. Restaurante argentino onde comemos a melhor carne do século, com um vinho dos deuses e um atendimento impecável, absolutamente maravilhoso, o gerente Emiliano foi um SUPER host. Inesquecível, voltaremos!

No último dia fomos ver a Casa Batlló. Que espetáculo! A visita comeca com um guia audio-visual que vai explicando cada cômodo da casa e contando uma história sobre ele. Maravilhoso, fiquei emocionada em vários trechos. Como era nossa primeira vez em Barcelona, não dava pra fazer/ver tudo, então tivemos que escolher entre algumas atracões – assim, entre a La Pedrera (Casa Milá) e a Casa Batlló, ficamos com essa última.

Não deixe de comprar os ingressos pela internet, com antecedência.

Casa Batlló

Casa Batlló

O Eixample é um excelente local para compras: tem moda (Zara, Mango, etc), esportes (Nike Store, FC Barcelona Official store), design, enfim, de tudo um pouco. Você vai sair de lá chei@ de sacolas!

Montjuic

Planejamos passar cada dia em uma região diferente, pra evitar grandes deslocamentos o tempo todo. Também enxugamos bastante o número de atracões a serem visitadas, pra evitar correria e pressa, justamente tudo que a gente tinha deixado em casa.

Então a quarta feira foi o dia de Montjuic. Pegamos o metrô cedinho e descemos na estacão Paral.lel, e de lá pegamos o funicular até a base do morro, onde pegamos o teleférico pro Castelo.

Monument a la Sardana

Monument a la Sardana

Lá em cima apreciamos a vista da cidade a partir de vários ângulos diferentes. Vimos o porto, vimos a cidade incluindo a Sagrada Familia e o Parc Güell. Optamos por não entrar no castelo, e só curtir a vista.

Vista de Montjuic

Vista de Montjuic

A partir dali, fomos descendo em direcão ao Museu Nacional d’Art de Catalunya (também não entramos) e descendo pela Placa de les Cascades, lindíssima!

MNAC

MNAC

Estávamos famintas e eu tinha lido em muitos lugares que uma boa pedida de comida nessa região era o Quimet & Quimet.  Descemos pela avenida Paral.lel até chegar lá, uma caminhada considerável debaixo de sol quente, e quando chegamos lá, bom, quem avisa amigo é: o local é um cubículo com umas 2 mesinhas altas e um balcão, onde come-se de pé. Era tarde, umas 3 horas; mas eu tinha lido que um tal montadito de salmão com cream cheese era algo assim, divino e resolvi fazer o pedido no balcão. Aqui tivemos nossa única experiência desagradável com o servico em geral durante toda nossa estadia. Foi-nos dito rispidamente que era tarde demais e que não tinham mais nada quase, e só tinham um desses montaditos. Nessa hora duas do nosso grupoi resolveram sair e ir comer um fast food na esquina. Eu e as outras insistimos e fizemos um pedido de algumas tapas e alguns montaditos. Tudo que nos foi servido estava muito marromenos e frio. Pra mim, não importa que “era tarde”; importa que, se o local está ABERTO, deve servir uma comida decente e atender bem os clientes. Nada que comemos ali valeu a viagem e o atendimento medíocre. Saímos dali e nos juntamos às outras no fast-food. Não recomendo!

 Cidade Antiga

A parte antiga de Barcelona – Raval, Bairro Gótico, Born – é maravilhosa. Ali é pra se andar sem pressa, se perder nas ruelinhas e experimentar várias comidinhas.

Granja no Bairro Gótico

Granja no Bairro Gótico

No dia que passamos por ali, visitamos o Museu Picasso – definitivamente obrigatório. Destaque para a série Las Meninas, obra de Diego Velazquez que Picasso recriou em 58 versões. Compre os ingressos pelo site – a fila para comprar ingressos aqui era enorme, e você não vai querer perder seu tempo numa fila!

Botero no Raval

Botero no Raval

Outra de nossas melhores experiências de tapas foi aqui no El Xampanyet. Um botequinho pequeno mas com algumas mesas (tente ir fora dos horários de pico), é bem apertadinho mas muito gostoso e confortável. Excelentes tapas, excelente atendimento e uma cava baratíssima e deliciosa! Eu diria que foi a nossa experiência gastronômica mais autêntica de toda a viagem.

Balada

Embora eu prefira dormir, tinha decidido que pelo menos uma noite ia curtir a balada com as amigas. Afinal, era Barcelona com as amigas, néam.

Infelizmente os dois locais por onde passei foram grandes erros… rs. Explico. A Sala Apolo não é pra mim. Na noite que fomos (quinta-feira, Cupcake) o público era extremamente jovem, alternativo, sujinho, além do local em si ser bem sujo. A música era anos 80-90. Nos divertimos porque estávamos juntas, mas pelamor. Nada a ver comigo.

A outra furada foi o Boca Chica, um bar phyno que me fez me sentir adolescente – o público lá era 50+ e apesar de eu obviamente não ter absolutamente nada contra pessoas acima de 50 anos, não era extamente o que eu estava procurando naquele momento de solteira-por-uma-semana.  Além disso, não curti meu cocktail.

Espero que s dicas sejam úteis. E fiquem a vontade para perguntar 🙂

Publicado em Check In, Viajando | 3 Comentários

Espírito Santo pro Marcel

Vista da nossa varanda no Quality

Vista da nossa varanda no Quality

O Marcel, irmão de uma amiga minha, vai com a esposa para o Espírito Santo por 10 dias e pediu dicas. A primeira é: aluguem um carro!

Fiz um roteirinho costuradinho para alguém que vem do Sul atrás de praia e calor. Marcel, espero que goste 🙂

2 fases: Vila Velha e Vitória

Primeira fase: Vila Velha 

Dia 1 ao dia 7: Hospedagem na Praia da Costa.

Recomendo: Quality Suites.

Durante esses dias na Praia da Costa, visite:

Dia 1: O Convento da Penha, à tardinha, depois da praia.

Dia 2: Guarapari (praia e centrinho gostoso) ou Meaípe, com parada pra almocar no restaurante Curuca. Tire o dia inteiro para esse passeio pelas praias do sul.

Dia 3: A fábrica de chocolates Garoto de tarde, depois da praia 🙂

Dia 4: O bairro da Praia da Costa é todo um charme, até a praia de Itapoã. Aproveite as padarias da rede Monte Líbano, que tem uma infinidade de delícias.

Vista da varanda do hotel

Os demais dias aproveitem pra não fazer muita coisa além de curtirem a praia maravilhosa ali na frente do hotel (ela tem menos ondas se vocês foram para o canto direito ou esquerdo. O meio da Praia da Costa pode ter ondas agitadas, eu adooooro, mas não é pra todo mundo). Confiram também a feirinha de artesanato que rola aos fins de semana, e não percam o Churrasquinho do Saddam 🙂

Segunda fase: Vitória

Depois de 7 dias na Praia da Costa, hospede-se pelos últimos 3 dias na Praia do Canto, em Vitória (de preferência durante um fim de semana). O Ibis é um hotel apertadinho, mas por 3 dias só acho que compensa pela localizacão perfeita, no meio do “Triângulo das bermudas”, região onde tudo acontece em Vitória, e onde encontram-se os melhores restaurantes e baladas. Não deixe de jantar ou almocar no Pirão, restaurante MARAVIS de comida típica capixaba.

Se tiverem interesse em conhecer a serra capixaba, recomendo um passeio até Domingos Martins (a cerca de 1 hora de carro), com parada na Pousada Vista Linda na volta.

Para outras dicas – e mais atualizadas – recomendo a leitura do blog do Tiago, o riquíssimo Rotas Capixabas. Também recomendo o meu relato de 2008, espero que ainda tenha dicas aproveitáveis!

 

Publicado em Check-up de Rotina | 4 Comentários

Top 10 Dinamarca

Na onda dos posts “Top” de atrações turísticas de lugares pelo mundo inteiro, resolvi me redimir por nunca ter postado muito sobre a minha casa nesses últimos 10 anos, a Dinamarca. Acho que nunca me animei, porque acho que a Dinamarca é um destino que não é muito procurado pelos brasileiros, talvez por ser cara demais.

Em julho completo 10 anos aqui; em comemoracão à data, eis aqui meu Top 10!

Frederiksberg Have

Frederiksberg Have

Então se você ainda tem se perguntado o que tem pra ver/fazer na Escandinávia, esse post era o que faltava para te convencer de que há atrações para todos os gostos por aqui, sim!

Então, com vocês, minha listinha de visitas imperdíveis na Dinamarca.

 

1) Tivoli, Copenhague

O número 1 da minha lista tinha que ser o basicão. O Tivoli é um parque bem no centrão de Copenhague, que foi inaugurado em 1843 e é o segundo parque de diversões mais antigo do mundo. O primeiro? Está aqui na Dina também, é o Dyrehaven, ou “Jardim dos Animais” (tradução livre, rs).

Tivoli

Tivoli

O Tivoli merece uma visita de algumas horas, então não tenha pressa. Mesmo que os brinquedos mais radicais não façam a sua cabeça, não deixe de passear pelos jardins, lojinhas, tomar um chocolate quente e comer umas amêndoas torradas se estiver frio, ou uma Tuborg se for um dos 3 dias de calor do ano 🙂

Estacão mais próxima: Copenhagen Central Station

 

2) Strøget (rua dos Pedestres) e Nyhavn (Porto Novo), Copenhague

Esse passeio pode ser combinado com o Tivoli, assim: saindo da estação central, entre direto no Tivoli, que fica bem em frente – é só atravessar a rua. Depois de rodar por ali e aproveitar o parque, saia dele pela sua entrada principal, vire à sua direita e vá pela calçada até chegar na Praça da Prefeitura (Rådhuspladsen). Atravesse a praça, tire fotos, e do já no outro lado dela, entre pela rua dos pedestres (Strøget) e siga o fluxo!

Nyhavn

Nyhavn

Pela rua dos pedestres, você vai passar por muitas lojas interessantes de roupas e design dinamarquês / escandinavo (confira a Company’s, que tem roupas e acessórios beeeem legais), sorveterias (Rajissimo!), barzinhos. Não deixe de dar uma entradinha no Illum, um shopping maravilhoso de design (e preços astronômicos), nem que seja só pra dar uma olhadinha. Também pode passar pela Torre Redonda, que fica perto do Illum, e dar uma subidinha pra admirar a vista da cidade.

Quando você chegar ao fim da rua dos pedestres (ela tem cerca de 1 km de extensão), vai estar na cara da praça chamada Kongens Nytorv, ou “a nova praça do rei”. Bem na frente dela, à sua direita, estará o magnífico prédio do teatro real. Atravesse essa praça e você estará em Nyhavn, onde poderá fazer uma boquinha em um dos seus muitos restaurantes, tomar uma cerveja, ou pegar um barquinho para fazer um tour pelos canais da cidade (eu recomendo!). Se o dia estiver bonito, aproveite o clima de alegria que irradia dos dinamarqueses que ficam por ali quarando sob o sol.

Estacão mais próxima da Strøget: Copenhagen Central Station 

Estacão mais próxima de Nyhavn: Kongens Nytorv (metro)

 

3) Den Gamle By  (A Cidade Antiga), Århus

Den Gamle By fica em Århus, na península da Jutlândia (a mais ou menos 4 horas de Copenhague). Pense em voltar no tempo – como se estivesse passeando pelo século 19, onde as pessoas caminham pelas ruelas com as roupas da época, charretes transportam pessoas e alimentos, e a arquitetura obviamente é legítima – há prédios que datam até mesmo de 1550. Na Cidade Antiga você pode comprar comidinhas ou souvenirs, além de poder aproveitar uma enorme variedade de atividades como passeio guiado e muito mais.

Den Gamle By

Den Gamle By

Para maiores informacões, clique aqui (em inglês).

Estacão mais próxima: Århus e de lá, um dos ônibus: 3A, 19, 111, 114 ou 116

 

4) Kronborg, Helsingør (Elsinore)

Helsingør (em dinamarquês) ou Elsinore (em inglês) é uma cidade super bonitinha ao norte de Copenhague, que abriga o imponente castelo de Kronborg. Quem curte literatura deve saber que segundo Shakespeare, foi aqui que Hamlet viveu e morreu. Além do castelo ser lindo e ter uma localizacão super dramática à beira-mar, a partir dele você pode ver a Suécia do outro lado do canal, a um pulinho de distância. Estando em Helsingør, você pode aproveitar um ferry boat para Helsinborg, na Suécia. O passeio leva menos de meia hora (cada trecho).

 

Kronborg

Kronborg

Estacão mais próxima: Helsingør

 

5) Louisiana, Museu de Arte Moderna, Humlebæk

Você não é muito chegado em arte ou museus? Não importa. Você precisa ir ao Louisiana! Esse museu tem uma colecão maravilhosa tanto de esculturas quanto de pinturas; tem sempre uma exposicão temporária interessante; tem uma salinha onde criancas podem se divertir criando sua própria arte; tem um restaurante MUITO bom (especialmente pelo preco!) para jantar; tem uma vista espetacular, já que fica à beira-mar; o prédio em si é um masterpiece; tem uma lojinha maravilhosa, onde você terá vontade de comprar tudo; eu poderia passar o dia escrevendo sobre esse lindo museu, mas ainda assim minhas palavras não fariam a devida justica. Não perca, simplesmente não perca.

Louisiana

Louisiana

Estacão mais próxima: Humlebæk

 

6) Glyptoteket, Copenhague

A Glyptoteket (pinacoteca) é tão obrigatória quanto o Louisiana. Vá, mesmo se você ainda acha que não curte arte. Aqui está a maior colecão de Rodin fora do Museu Rodin, em Paris. A vista da cidade, a partir do terraco do prédio, é deslumbrante.

O prédio é lindo e fica do ladinho do Tivoli.

Pinacoteca

Pinacoteca

 Estacão mais próxima: Copenhagen Central Station

 

 7) Karen Blixen Museum, Rungsted Kyst

Você nunca ouviu falar na Karen Blixen? Talvez no filme Entre Dois Amores, estrelado por Meryl Streep e Robert Redford? De toda forma, essa escritora talentosa teve uma vida excêntrica, digna de ser mostrada em um filme ganhador de Oscar e tudo, então isso já é motivo suficiente pra você visitar a casa onde ela nasceu, morreu e foi enterrada, um pouco ao norte de Copenhague.

Karen Blixen Museu

Karen Blixen Museu

Sua obra mais famosa é Out of Africa, um relato dos 17 anos em que viveu na África, um livro-diário arrebatador. Na casa há móveis e outros objetos que ela trouxe do exílio, e é possível visitar quase todos os cômodos. Uma sala exibe periodicamente um documentário sobre sua vida. Também há um pequeno café e um lindo e majestoso jardim, que abriga seu túmulo.

Uma outra obra famosa de Karen Blixen que foi transformada em filme é A Festa de Babette, uma história super sensível e imprevisível.

Você vai sair dessa casa-museu se sentindo muito mais íntimo da cultura dinamarquesa!

Estacão mais próxima: Rungsted Kyst e de lá, ônibus 388

 

8) Visit Carlsberg, Copenhague

Se você é fã de cerveja, essa visita é obrigatória. Se você não é, bom, os dinamarqueses são super orgulhosos de suas cervas, conhecidas no mundo todo, por isso encare essa visita como cultural. O centro de visitas é na antiga cervejaria, que data de 1847. Aqui você pode conhecer a história da Carlsberg e ver como a cerveja era / é produzida, e é claro, degustar vários tipos diferentes de cerveja também.

Carlsberg

Carlsberg

 Estacão mais próxima: Valby ou Enghave

9) Christiania

A “cidade-livre” da Dinamarca foi fundada em 1971, por um grupo de pessoas que invadiu uma área militar, e ainda hoje a gente se sente na década de 70 passeando por lá.

Christiania

Christiania

Conhecida por ser um local completamente sem-lei, onde maconha é vendida e consumida tranquilamente, eu já frequentei um café chamado “Opera” durante um tempo, e adorava o clima descontraído do lugar. Não tire fotos dentro da Christiania, os moradores costumam não gostar. É um lugar bem alternativo que não se considera parte da Dinamarca, e seus moradores em grande parte construiu suas casas com as próprias mãos. Super recomendo!

Estacão mais próxima: Christianshavn

10) Operahus, Copenhague

A Ópera de Copenhague é lindíssima, moderna e fica na beira de um canal. Você pode assistir a um ballet, a uma ópera ou pode simplesmente fazer uma visita guiada. Eu já fui duas vezes (uma delas pra ver o ballet magnífico O Lago dos Cisnes; a outra pra ver a ópera Les Contes d’Hoffman), e adoro! Pessoas com interesse especial em arquitetura e design vão se maravilhar.

Operahus

Operahus

 

Esse é o meu Top 10. Alguns lugares ma-ra-vis ficaram de fora da lista, como o Parque Frederiksberg (primeira foto do post) ou o Kongens Have (parque em Copenhague). Se você tiver tempo – e se estiver fazendo sol, visite um desses parques também e faca um picnic como um autêntico dinamarquês!

Se tiverem perguntas ou outras dicas, podem escrever nos comentários ou por email 🙂

Em algum momento num futuro breve, quero escrever também sobre como, onde e o que comer e se hospedar na Dinamarca. Aguardem!

Publicado em Viajando | 58 Comentários

Pra onde você vai? Eu quero te ajudar :)

Estou querendo mudar de ramo. Mas pra ter certeza do que eu quero, preciso treinar um pouco, e explorar o novo mercado. Por isso resolvi fazer um teste. Por favor, leia minha proposta a seguir.

Você precisa de férias calmas, ou não. Na praia, ou na cidade grande. Com ou sem agito. Em pousada ou resort. Na Europa, no Brasil, ou nos EUA, ainda não sabe ao certo. Vai de avião, aluga carro ou bicicleta, ai, é tanta coisa pra pensar, pra decidir que você já está cansado antes mesmo de começar a planejar.

Ao mesmo tempo, você não quer comprar um famigerado pacote e se juntar a 3584 outras pessoas num passeio oferecido por uma grande agência. A facilidade dos pacotes comprados não compensa pra você que quer um roteiro costuradinho – pensado especialmente no seu estilo, nas suas expectativas e no seu bolso, claro.

Seus problemas acabaram! Eu quero te ajudar.

Eu adoro planejar viagens – pra mim ou para os outros. Curto ajudar conhecidos a acharem aquele hotel, aquele restaurante ou aquele passeio que se encaixa perfeitamente no roteiro. Adoro ler sobre os destinos, sobre as melhores dicas para fugir de armadilhas turísticas.

Quero te ajudar a planejar e te entregar um guia personalizado em PDF, com o passo a passo pra sua viagem dos sonhos, ou simplesmente a sua próxima viagem, seja onde for.

Que tal?

As minhas próximas viagens serão em abril e maio, respectivamente, para Munique e Barcelona. Elas já estão bem planejadinhas. Pra onde você quer ir? Eu te ajudo.

Se você se interessar, deixe seu email nos comentários que eu entro em contato com você. Esse serviço é uma cortesia, claro, para os meus muitos primeiros clientes 🙂

À bientôt 🙂

Publicado em Viajando | 37 Comentários

Voe Gol, mas você pode ficar sem suas malas

Quando estamos no Brasil, sempre viajamos com a Gol. Ou viajávamos. Durante um trecho entre Salvador e Santos Dumont, a Gol conseguiu quebrar (quebrar mesmo, rachar ao meio) nossa excelente mala Samsonite de fibra, razoavelmente nova, e o carrinho do Noah, um McLaren novinho em folha. Percebemos os danos ainda perto da esteira, e nos dirigimos ao balcão da Gol para fazer a reclamação.

A atendente me perguntou se havia alguma loja da Gol próxima da minha residência. Eu dise que não, que a Gol ainda não voa pra Dinamarca, onde moro. Ela ainda não tinha entendido e reiterou a pergunta: Mas não tem nenhuma loja da Gol próximo? (suspirei fundo, expliquei que não).

Ela continuou: A Gol leva entre 30 e 35 dias para fazer o conserto das peças danificadas, e a senhora precisaria estar buscando essas peças na loja da Gol, mas como não tem loja da Gol onde a senhora mora, infelizmente não podemos fazer nada.

JURA?! Então a Gol estraga as coisas dos passageiros e se eles morarem no exterior, que se lasquem?!

Eu disse: Quero falar com seu gerente.

Ela me indicou o caminho pra ir falar com o gerente e lá fui eu com menino, marido, mala quebrada e tudo.

Chegando lá, ele me diz a mesma coisa que a atendente já tinha dito, que era pra eu preencher uma papelada, protocolo, o escambau – mas que se não tivesse loja da Gol perto, o caso era encerrado.

Preenchi a papelada pensando: Que grandessíssima perda de tempo – JAMAIS obterei alguma compensação da Gol, mesmo. Aqui no Brasil é assim.

Dei o caso como encerrado, fiquei com o ônus.

Semanas depois recebo a seguinte comunicação da Gol:

“Seu protocolofoi solucionado. Click no link abaixo para ler a finalização do seu chamado”

Eu cliquei, imaginando que fosse ler algo do tipo – estaremos restituindo a senhora no valor de xxxx referentes à bagagem danificada – mas eu, Alice que sou, levei um susto ao ler:

“Sra Flávia, por favor caso a senhora deseje verificar sobre dano na bagagem se tem 7 dias corridos a contar da data do desembarque por favor se dirigir ate aeroporto com a bagagem e etiqueta para analise. Agradecemos sua atenção.”

Ca******… no protocolo constava o meu endereco bem grande. Que parte de “não há loja da Gol na Dinamarca” eles esqueceram de averiguar?!

Minha resposta, para a qual não houve mais resposta, foi:

Foi solucionado pra quem? Pra vocês né? Que lavaram as mãos e eu que arque com o ônus, literalmente! Conseguiram destruir uma mala dura de fibra da Samsonite e um carrinho de bebê de uma só vez, esse é o cuidado da Gol para com seus clientes. Eu registro queixa assim que desembarco, todos vêem o dano na minha bagagem, dizem que vai levar 35 dias pra “consertar” o que não tem conserto e quando eu respondo que não tenho 35 dias, apenas 7 pois não moro no Brasil (como consta no protocolo que preenchi!!!!!!!) e estava voltando pra minha casa onde não há loja da Gol (jura que vocês não sabem que não tem Gol na Europa????), me fazem perder mais tempo preenchendo uma papelada (que eu SABIA) que nunca será lida ou levada a sério.

Quando foi que o servico ao cliente no Brasil se tornou o pior do mundo? Não sei, já estou fora há muitos anos, mas não lembro de ter sido tão ruim assim, não.

Daí olhem que lindo: hoje abro o site da Globo.com e me deparo com a seguinte reportagem.

Olha, não tá fácil pra ninguém, viu?

Publicado em Check In, Viajando | Deixe um comentário

Ilha Grande – paraíso ameaçado :(

Há 11 anos, passei um dos melhores e mais inesquecíveis reveillons da minha vida: a virada de 2002 para 2003 foi em Ilha Grande (RJ) na companhia maravilhosa de 8 amigos. Na memória, ficaram cenas das praias transparentes, do cenário paradisíaco da mata atlântica, a trilha de 4 horas de Araçatiba a Aventureiro.

Eu tinha muita vontade de levar meu marido a esse paraíso na Terra, e nessa última viagem ao Brasil pude planejar o retorno à ilha.

A realidade agora é outra: com dois filhos pequenos, não dá pra fazer trilha de 4 horas. Mas Ilha Grande tem pra todo mundo, é só se organizar!

Primeiro: onde ficar?

Combinamos a viagem com mais dois casais de amigos. Indo assim em grupo e com criança pequena, a melhor opção é alugar uma casa. Pela internet afora encontramos a casa perfeita para a nossa estadia, a Ilha Grande Beach House. Tudo nessa casa era perfeito! Camas extremamente confortáveis (lençóis divinos Ralph Lauren!), ar condicionado nos quartos, TV e laptop da melhor qualidade, utensílios de cozinha TOP, top mesmo. Piscina, jaccuzzi, churrasqueira, uma área externa de-lí-cia com mesão e redes…  a casa fica literalmente na beira da praia do canto, afastadinha uns 500m do centrinho de Abraão. Além de tudo isso, negociar nossa estadia com a dona, a Regina, foi SUPER tranquilo. Está mais que recomendada!

IMG_1376

IMG_1381

Desembarcamos no Santos Dumont, no Rio, onde o Tony França (21- 9942-24542 e 21- 7834-8837, super recomendado) já nos esperava com a van que nos levaria a Conceição de Jacareí, cidade ao sul do Rio, indo para Angra dos Reis, de onde saem barcas para a Ilha e de onde o percurso navegado é o mais curto (as outras opções são pegar a barca em Mangaratiba ou Angra dos Reis). São só 11km numa linha reta do cais até a ilha (cerca de 50min em escuna, e 25 min em lancha rápida). Com criancas, nem pense em querer sair do aeroporto, ir para a rodoviária e pegar o busu pra Angra. Muito mais fácil e prático contratar o transfer com antecedência, já que a viagem inteira é super cansativa (vindo de Salvador, voamos a manhã toda, o transfer até Conceição levou 3 horas porque pegamos engarrafamento quilométrico na estrada, mais a travessia de barca… acredite, a gente fica só no pó).

Finalmente bem instalados na nossa casa loosho, todos só pensavam em uma coisa: dormir! Nessa primeira noite choveu um bocado, e no restante da nossa estadia foi só sol e calor.

Resumo dos passeios que fizemos durante os seis dias inteiros que passamos na Ilha:

1. Caminhando para a direita da praia do canto, há uma trilha que leva a prainhas escondidas, e quanto mais a gente avança, mais vazias, bonitas e limpas as prainhas são. A gente caminhou uns 10-15 minutos pra chegar numa prainha bem gostosa, logo depois do Sagu Mini-Resort.

2. Uma trilha tranquilíssima é a que leva ao Poção – um piscinão com uma mini cachoeirinha que fica a uns 30 minutos no máximo do centro de Abraão. Nós nos revezamos – um dia os homens passearam, e as mulheres ficaram em casa com as crianças, e no dia seguinte o contrário – e fizemos uma trilha mais longa, até a Cachoeira da Feiticeira (cerca de 1h15m de caminhada, tranquilo), passando pelo Poção.

IMG_4723

IMG_4720

IMG_4739

3. Contrate um barco pra fazer passeios exclusivos e privados. Nós contratamos o Betinho, da lancha “Bem-me-Quer” (tel 24 999131463) e em sua lanchinha fizemos dois passeios: um pra praia do Pouso de onde sai a trilha para Lopes Mendes (meio dia de passeio, com almoço) e um de dia inteiro, chamado “meia ilha”, que passa pelas Lagoas Verde e Azul, Saco do Céu, Bananal, etc. Crianças pequenas podem facilmente tirar uma soneca dentro da lancha enquanto o resto do grupo estiver numa praia.

IMG_4613 IMG_4643 IMG_1504

4. Para a esquerda do centro de Abraão – caminhando 15-20 minutos, chega-se à Praia da Areia Preta, uma prainha delícia, onde um riachinho deságua – o cenário é lindo. Ali passa-se por um mirante de cair qualquer queixo.

1622887_10152018408448052_1011676942_n 1604616_10152018408403052_2072560562_n

A Ilha tem muitos restaurantes e mercadinhos. Ninguém passa perrengue!

Uma coisa apenas me entristeceu demais nessa viagem. Foi constatar a quantidade de lixo que as pessoas deixam pra trás, nas areias, nas trilhas, na água, aparentemente sem o menor peso na consciência. Que tristeza, gente 😦 Dica: onde eu ia, levava sempre um saquinho de lixo – recolhia todo o lixo à minha volta. O meu e o dos preguiçosos mal-educados de plantão.

Leia mais sobre Ilha Grande aqui.

Publicado em Viajando | Deixe um comentário

Onde o rio Pojuca encontra o mar de Itacimirim

Olha, eu nem queria fazer muita propaganda desse paraíso. Mas tive que compartilhar com vocês essas fotos 🙂

Rio Pojuca

Rio Pojuca

Publicado em Viajando | Deixe um comentário

Costa do Sauípe: porque eu não recomendo

Desde sempre, tenho preconceito contra resortões. A ideia das multidões se acotovelando na fila do almoco ou dentro de uma piscina sempre me assustou. Depois de ter me hospedado na Pousada do Toque então, exclusivérrima, em 2008, passei a ter mais certeza ainda de que resort não é pra mim, não nessa vida.

Mas depois dos filhos, a gente precisa pensar em praticalidades, tudo precisa ser o mais facilitado possível para evitar estresse. Meu filho tem 1 ano e 4 meses e é um furacão, super temperamental, precisa gastar energia. Minha filha tem 4 anos e precisa também de entretenimento, e a logística nas férias tem  que ser a mais descomplicada possível para que a gente se divirta e o estresse seja o mínimo possível. Todos que viajam com filhos pequenos sabem do que estou falando.

Por isso, ao vir ao Brasil por 1 mês de férias, principalmente quando ão se pode vir todo ano, precisa ser bem planejado para que seja especial, para que seja inesquecível, para que todos curtam e lembrem das férias com gosto de saudade.

De estadia acertada na casa que meu tio tem em Itacimirim, ao norte de Salvador, resolvi pesquisar entre os resorts da região para passarmos 2 dias e aproveitarmos tudo o que um resort pode nos oferecer: kids’ club, piscinas, restaurantes com cardápio variado, etc. Depois de muito ler, optei pela Costa do Sauípe – especificamente o Sauípe Park.

Fiz a reserva pelo Booking.com uns 2 meses antes da nossa chegada e no dia 18 de dezembro de 2013 dirigimos os 25km entre Itacimirim e o Sauípe, onde chegamos às 4 da tarde num dia de sol e calor.

 Na guarita, o primeiro estresse. Um estresse mínimo, claro, irrisório e que teria sido esquecido não fossem os subsequentes no resto do dia. O senhor sentado na guarita me diz:

 – Pois não?

 (eu penso: como assim poisnão? Estamos chegando num resort e ele espera que eu diga o que, vim comprar um quilo de carne?)

 – Boa tarde, eu respondo – temos uma reserva.

–  Ah, sim. Cadê o voucher?

 (Chocada. O ano é 2013, o assunto da moda é a sustentabilidade e não se imprime papel a toa, nem passagem de avião se imprime mais, meu senhor…)

 – Não imprimi voucher nenhum. Tenho aqui meus documentos e o senhor pode achar minha reserva pelo meu nome – eu respondo, apresentando meu passaporte.

 O homem passa os próximos 20 minutos tentando achar minha reserva. Desligamos o motor do carro, abrimos as janelas, as criancas comecam a ficar impacientes…

 O homem liga pra um, liga pra outro, tenta soletrar meu nome, meu sobrenome, sem sucesso. Eu o ajudo. Vamos lá, K-a-i-s-e-r, F-la-v-i-a.

Não acha. Por fim me pede para que a gente se dirija a uma recepcão, logo na entrada do complexo. Seguimos pra lá, eu salto com meu passaporte pronta pra falar um monte, mas a mulher atrás do balcão encontra minha reserva sem nenhuma dificuldade e nos deixa seguir.

Agora saltamos na frente do Sauípe Park e vamos fazer o check-in. O visual impressiona. Imaginamos que teríamos 2 dias muito legais pela frente. À mulher na recepcão, que repete as mesmas explicacões vinte milhões de vezes por dia (aqui está a chave da copa do bebê, aqui está o cartão toalha, que a senhora deve entregar no quiosque da piscina, o restaurante abre hora tal, e bla bla bla), eu pergunto:

 – O bercinho que eu solicitei no momento da reserva pelo Booking, já está no nosso quarto?-

–  Não senhora, mas estarei fazendo o pedido e tanto o bercinho quanto a banheirinha estarão sendo enviados o mais rápido possível para o quarto da senhora.

Depois de algum tempo finalmente posso fazer o pagamento (total, diga-se de passagem – procede, producão? No momento do chek-in deve-se fazer o pagamento total da estadia? Achava que isso era só no check-out). Ela diz o valor, a maquininha do cartão mostra um valor diferente, 100 reais a mais, eu imagino que tenha entendido o valor errado, enfim, faco o pagamento e subimos pro quarto.

Desfazemos a malinha, damos uma olhada básica da varanda, uau, tudo parece muito bonito, camas grandes, banheiro decente.

Esperamos um pouco pelo tal bercinho, mas o dia comeca a escurecer e não queremos perder muito mais tempo, então decidimos descer e dar uma olhada no lugar. O telefone toca.

 – Senhora Flavia, é da recepcão. Por engano acabei cobrando 100 reais a mais no seu cartão, a senhora faz o favor de descer pra gente efetuar o estorno?

Como queremos aproveitar o resto do dia, respondo que eu passaria por lá pra resolver o problema do pagamento depois do jantar. E assim, seguimos pro Kids’ Club.

Eu detestei o espaco Kids, mas isso é minha visão pessoal. Uma tv fica ligada tocando o dvd da famigerada Galinha Pintadinha na maior altura, sem que tenha ninguém assistindo. Um incômodo. Vez ou outra passa um monitor mal humorado, alguns balbuciam um automático “Boa tarde”. TODOS os funcionários do resort estão treinados como poodles de circo a dizer bom dia, boa tarde ou boa noite a todos os hóspedes sempre que passam por eles. Totalmente forcado e chato.

Enfim seguimos para o jantar às 7 horas, hora que considero muitíssimo tarde para o início do jantar, considerando que resorts são lotados de criancas sempre, e muitas criancas dormem cedo – como as minhas, que às 7 estão, geralmente, já deitadas em suas caminhas. Assim o plano era comer e correr pro quarto antes que duas criancas extremamente cansadas comecassem a dar chilique.

Chegamos no quarto pouco antes das 8, e surpresa! Nada do bercinho. Desci para a recepcão com a minha filha, para resolver o problema do estorno e perguntar pelo berco. O recepcionista ligou pra alguém, que informou que o bercinho estava a caminho (ainda?!). E iniciou-se o processo de tentar retornar meus 100 reais.

O recepcionista passou o cartão numa máquina, depois na outra, ligou pra alguém, tentou com um código, com outro, ligou pra mais outro alguém, e nada de conseguir fazer o estorno. Chega então a menina que tinha efetuado o meu check-in, e cobrado a mais. Ela também tenta em vão. Ligam para várias pessoas. Aparentemente ninguém sabe o segredo de se devolver 100 reais cobrados indevidamente. Então chega uma terceira pessoa. O recepcionista “brinca”:

 – Sheila! A Sheila vai resolver. Se ela não conseguir, ninguém mais consegue!

Sheila não tem a menor nocão de atendimento ao cliente. Chega e nem olha para mim, que a essa altura já estava ali em pé há pelo menos meia hora. Sheila tenta uma, duas, três vezes sem sucesso. Até que pouco antes das 9 da noite – sim, cerca de uma hora em pé na recepcão esperando resolverem o problema, minha filha perguntando a todo segundo que horas pode ir dormir, que está cansada, etc. – eu finalmente digo:

 – Sheila, me dê meu cartão. Vou subir agora, estou cansada e minha filha também. Amanhã resolvemos isso.

Sheila se recusa a me devolver meu cartão, soltando um automático “Só 5 minutos, senhora” e eu me pergunto por que dou mais uma chance. Mas depois de poucos minutos e nenhum progresso no caso, minha filha comeca a dar sinais de que vai cair de sono sobre o balcão e eu literalmente tomo meu cartão da mão de Sheila e digo que vou subir.

 – Senhora, se não resolver isso hoje amanhã não dá mais, ela me ameaca. Eu chamo isso de ameaca.

Eu ignoro e vou pro meu quarto… quando descubro que o nem bercinho, nem a banheirinha tinham chegado. São 9 da noite, meu filho chora no colo do pai, que, nervoso, já tinha ligado pra central de atendimento perguntando sobre o paradeiro do berco. Mas claro que ninguém no Sauípe fala inglês. Ligo eu, dessa vez, e pergunto:

 – Cadê a caminha do meu filho, Fulana?!

– Cadê o que, senhora?

– A caminha do meu filho!!!!

– Caminha? Aaaah o bercinho, a senhora quer dizer né?

Ah, gente. Se eu não fosse essa pessoa bem-educada que vos escreve…

Nesse momento o bercinho chega. No mesmo instante, a Sheila da recepcão liga.

 – Senhora, estarei subindo até o seu quarto com a maquinhinha para fazer o estorno do seu dinheiro…

– Sheila, agora não MESMO. O bercinho acaba de chegar e meu filho vai dormir, e eu também, amanhã resolvemos isso!

– Amanhã será tarde demais, senhora, ela me ameaca de novo.

– Isso é o que veremos, Sheila, eu respondo e desligo.

Eu não dormi bem essa noite. Com a confusão, não coloquei minha filha pra fazer xixi antes de dormir, e claro que ela fez xixi na cama durante a noite. Acordei várias vezes pensando no que falar com a Sheila no dia seguinte, até chegar a conclusão de que seria perda de tempo. Eu precisava falar com algum gerente. O estresse foi muito para uma tarde e uma noite. A banheirinha prometida jamais chegou ao nosso quarto.

No dia seguinte conversei com uma gerente que foi bem atenciosa. Ela me ofereceu uma massagem gratuita como compensacão pelo estresse. Eu disse que era pouco, não estava interessada, pois estava ali para curtir com minha familia, e não para ir passar tempo sozinha fazendo massagem. Eu disse que esperava pelo menos receber uma diária de volta. Ela disse que não tinha autoridade para me devolver a diária, mas passaria para o setor financeiro e eu obteria uma resposta antes do meu check-out.

No dia do meu check-out, a Jussara da central de relacionamento me liga e diz que não foi autorizado o retorno da minha diária, apenas dos meus 100 reais cobrados a mais (quanta bondade!!!!), mas que eles poderiam me oferecer um check-out mais tarde. Olha, só rindo. Expliquei que não tinha interesse em sair mais tarde pois tinha outros compromissos. Ela disse que “estaria passando minha posicão para o setor financeiro”. Não tive mais contato com a Jussara.

Fui embora com uma única certeza: Costa do Sauípe, NUNCA MAIS. Talvez daqui a um bom tempo eu dê outra chance a um outro resort. Mas lá, não mesmo. Paguei para passar estresse e ser mal atendida. Na fazendinha, um rapaz mal-humorado e em completo silêncio (zero empatia com as criancas) faria a ordenha da vaca pelo que várias criancas aguardavam ansiosas. No quiosque da piscina, uma atendente muito mal-humorada balbuciou algo que eu não entendi e quando perguntei de novo – ela respondeu pronunciando bem sílaba por sílaba como se estivesse completamente sem paciência com pessoas surdas como eu. Achei que ela fosse me morder. E várias outras situacões como o rapaz do bar molhado que mal ouviu o meu pedido (eles tem dificuldade em olhar para a gente no rosto, parecem estar voando sempre) e me trouxe uma caipiroska ao invés da caipirinha. E olha gente, o resort estava bem vazio. Nem dá pra usar a desculpa de que estava lotado e os funcionários estavam super-mega-estressados-ocupados.

Ouvi dizer que o Iberostar Praia do Forte é bem melhor. Se você estiver em dúvida, dê uma chance ao Iberostar. Não se hospede no Sauípe se você espera um MÍNIMO de bom atendimento e consideracão com a sua família.

Publicado em Check In | 4 Comentários

Itacimirim, Bahia

Quando escrevi o último post estava grávida e tinha acabado de voltar da minha última viagem antes de virar mãe. Isso explica meu desaparecimento e a falta de novidades…

Durante minha licenca-maternidade, passamos 2 meses no Brasil: 1 mês em Vila-Velha/Vitória-ES, e 1 mês em Itacimirim-BA, onde um tio meu tem um casa de praia totalmente pé-na-areia 🙂

Eu imaginei que seria um mês de apenas praia e água de coco. Mas um dia, enquanto comprava uns pães quentes num mercadinho ali perto do condomínio, vi um cartaz que me atraiu a atencão: Itacimirim Ecoturismo!

Peguei o cartãozinho de visita e liguei logo pro Maurício. Agendamos o

passeio e lá fomos nós navegar pelo Rio Pojuca!

Passeio pelo Rio Pojuca

O passeio comeca atravessando um manguezal cheio de carangueijos, sobre uma passarela de madeira bem ecologicamente correta, e pegamos o barco no restaurante Manguezal, provavelmente uma das vistas mais lindas do Brasil!

Depois de ver o encontro do rio com o mar, seguimos rio adentro…

O que é essa visão?

 

Aula de biologia incluída no pacote - obrigada, Mauricio!

 

Depois de um tempo, o barco encostou e descemos numa prainha. A partir daqui, a trilha era pela margem do rio, no meio da mata.

Trilha

Mas essa trilha é a mais basiquinha. Não optei pela mais radical porque estava com meus sogros e meu bebê me esperava pra mamar em casa, tempo estava contadinho 🙂

Valeu cada passo! Chegamos numa parte do rio em que uma pequena cachoeirinha é formada no meio de umas pedras que fazem uma super massagem relaxante!

Delícia!

Depois desse passeio delicioso que durou 3 horas e que eu muito recomendo, fomos almocar num restaurante que é uma verdadeira pérola: o Sombra da Mangueira, no vilarejo de Diogo, um pouco ao norte da entrada da Praia do Forte.

Vá e tome um dos deliciosos sorvetes artesanais de frutas de sobremesa!

Publicado em Check In | 9 Comentários

Mangia che te fa bene!

Ninguém pensa em Itália sem associar o país com uma cozinha deliciosa. Pasta, gnocchi, presuntos, queijos, vinhos! A lista é infinita!

Tentei seguir os conselhos do guia Toscana que comprei, e comer nos restaurantes mais baratos indicados no livro, por cada uma das cidades onde passamos. Nem sempre foi possível – em Arezzo, por exemplo, o café indicado no guia não abre às terças e quartas, e foi numa terça que a gente passou por lá.  Aliás foi o dia mais quente de nossa viagem inteira, então nem tive vontade de fazer muita coisa – paramos num café na Piazza Grande e ficamos lá bebendo suco de laranja e água.

Vamos lá.

Pra começar, fizemos muita comidinha em casa. Os supermercados vendem todo tipo de pasta fresca: nossos preferidos foram pici (um spagueti bem “gordinho”) e gnocchi al ragù. Na Itália descobri que essa coisa de “à bolognesa” não existe.  Molho de carne moída é ragù! Em alguns supermercados já comprávamos o molho pronto, homemade, uma delícia!

Na Toscana e na Umbria, a gente pode encontrar o ragù de carne bovina, claro, mas também de carne de javali (cinghiale, em italiano), é bem típico da região e uma delícia. Na verdade eu dificilmente diferenciaria o ragù de javali e o de carne de boi. Pode pedir, sem medo 🙂

Economizando e ainda assim comendo bem, alternamos dias fazendo comida em casa ou  almoçando sanduíches rápidos:

Comidinha em casa

Comidinha em casa

Em Firenze eu recomendo altamente um sandubinha de pecorino com prosciutto crudo no I Fratelini (eles tem vários outros sabores!). Custa só 2,5€ cada, e você ainda pode tomar uma tacinha de vinho Chianti Classico pra acompanhar. Sentamos na calçada mesmo. Atendimento rapidíssimo, sanduba delicioso (comi 2!) e você já está pronto pra continuar a bater perna.

Il Fratelini, Firenze

I Fratellini, Firenze

Ainda em Firenze, aceitamos a sugestão do guia de jantar no Il Latini. Havíamos feito reserva, mas nem sei se era preciso? Às 19:30, quando eles abrem, havia uma pequena multidão já esperando na porta. Daí eles abrem a porta e vão guiando as pessoas às mesas e o conceito é colocar pessoas que não se conhecem na mesma mesa, o que eu já sabia e estava empolgadíssima para experimentar! Fomos sentar junto com um casal e logo já veio a entrada. Não tirei fotos dos pratos no Il Latini 😦 porque em pouco tempo descobrimos que esse casal era – pasmem – brasileiro! E daí a conversa rolou solta e ninguém lembrou de tirar foto. Eram o Flávio, baiano que mora em Sampa, com sua esposa Ana Paula. Simpatissíssimos, conversamos sobre viagens, claro, e sobre comida! Me lembro apenas do prato principal, um Stracotto alla fiorentina que estava simplesmente di-vi-no, e de ter roubado o gnocchi vegetariano da Ana Paula, rs 🙂 Igualmente delicioso. Recomendo.

Il Latini
Il Latini

Em San Gimignano tivemos nossa primeira experiência desagradável com comida. Foi a única, também 🙂 Resolvemos almoçar no Le Terrazze, que fica bem na Piazza della Cisterna. Esse restaurante também estava bem recomendado no guia, mas não recomendamos, não gostamos e já já digo o porquê.

Primeiro, pedimos um simples spaguetti al ragù que demorou anos-luz pra chegar. Daí, quando chegou, estava frio!!! Frio e seco. Parecia que não tinha molho algum. Chamamos a garçonete e ela levou os pratos de volta – e depois voltou com os mesmos pratos, requentados no microondas! A essa altura a fome era grande e engolimos o spaguetti. Não antes de pedir azeite, que não estava sobre a mesa. Eis que a garçonete nos aparece com dois sachezinhos de azeite, um pra cada…

Spaguetti no Le Terrazze
Spaguetti no Le Terrazze
Azeite?
Azeite?

Essa experiência só não foi completamente arruinada porque nossas entradas estavam deliciosas:

Melone con Parma
Melone con Parma
Salada de tomate com mussarela e basílico
Salada de tomate com mussarela e basílico

Mas fomos embora sem deixar gorjeta.

Em Chianti visitamos o Castelo di Verrazzano e foi uma experiência deliciosa em todos os sentidos: o visual, os cheiros, a degustação inesquecível, a aula sobre a história do local no tour pela propriedade… recomendamos altamente, valeu cada minuto, cada euro. A especialidade deles é carne de javali, que eles criam no local – o salami de javali é simplesmente delicioso!

Castelo di Verrazzano
Castelo di Verrazzano

Claro que a grávida aqui não tomou esse vinho todo! Pra mim rolou um suco de uva naturalíssimo e delicioso.

Suco de uva
Suco de uva

Em Siena comemos um pici al ragù (um favorito, rs) no La Taverna del Capitano, que tem uma atmosfera incrível com as paredes cobertas de fotos do palio. Atendimento ótimo, bem pertinho da catedral, não tem como errar.

Pici al ragù
Pici al ragù

Um dos melhores pratos que comi nessas duas semanas na Toscana foi em Cortona. Um cannelloni de carne de javali com molho de ervilhas, no restaurante La Loggetta – La Locanda nel Loggiato. Além da comida maravilhosa, atendimento impecável e uma vista linda sobre a Piazza della Republica.

Caneloni de javali com molho de ervilhas
Cannelloni de javali com molho de ervilhas
Locanda nel Loggiato
Locanda nel Loggiato

Em Arezzo, mais um almoço baratinho que nos surpreendeu: um sandubinha diferente de tudo o que eu já tinha provado, numa ruelinha discreta, com mesinhas na calçada e cheia de locais. Juro que eu e marido éramos os únicos turistas ali – pelo menos estrangeiros. Estava bem cheio, mas depois de menos de 5 minutos descolamos uma mesinha na calçada e saboreamos um sandubinha de parma, queijo derretido e rúcula no La Tua Piadina.

La Tua Piadina
La Tua Piadina

Claro que comemos dois, cada 🙂

Em Montalcino, mais um almoço baratinho: um sanduba de pecorino fresco com parma (e eu queria outra coisa?!) na Fiaschetteria Italiana.

Fiaschetteria Italiana
Fiaschetteria Italiana

Nossa gran finale foi em Montepulciano. Eu havia feito reservas pela internet, com um mês de antecedência, pra jantar no terraço do Il Grifon d’Oro, com uma vista espetacular para o Lago Trasimeno. Era nosso aniversário de 3 anos de casamento e eu queria algo bem especial! Já adianto que não nos arrependemos por nenhum segundo. Começou com a vista. Depois o atendimento – só um garçon atendendo e dando conta do recado muitíssimo bem! Não esperamos muito tempo para nada: nem pelo menu, nem para fazermos o pedido, e o tempo entre um prato e outro foi perfeito. Lamento não ter memorizado o nome daquele garçon, muito fino e simpático.

De entrada:

Pecorino com mel, pão de alho com azeite e geléia de cebola
Pecorino com mel, pão de alho com azeite e geléia de cebola

Pasta:

Pici à moda da casa, com molho de tomate
Pici à moda da casa, com molho de tomate

 

E o prato principal:

Kebab
Kebab

Apesar dessa carne se chamar kebab, eu nunca tinha comido uma carne tão saborosa e bem temperada na Europa. Não era desses kebabs que a gente vê em cada esquina… Que delícia que estava!

Brindando no Il Grifon d'Oro
Brindando no Il Grifon d’Oro
Publicado em Viajando | 7 Comentários