Na estrada

Então, fomos à Toscana de carro, saindo da Dinamarca. Tínhamos decidido dirigir até Munique e passar a noite lá, aproveitando para encontrar um querido amigo que mora por lá e jantar com ele. Saímos de casa na sexta-feira dia 19 de junho, às 5 da matina.

Eu dirigi de casa até a chegada no sul da ilha de Sjælland, onde pegamos o ferry para fazer a travessia para a Alemanha. Esse primeiro trecho de carro leva 2 horas; a travessia de ferry leva cerca de 40 minutos e é bem gostosa quando o tempo está bom e podemos curtir o deck do lado de fora 🙂 Chegando na Alemanha o Jan assumiu o volante.

Não tínhamos dirigido nem 30 quilômetros quando um carro da polizei colou no nosso traseiro, nos ultrapassou e nos mandou parar o carro! Estava chovendo, encostamos e o policial mandou sairmos do carro. Até essa hora nos perguntávamos o que havia de errado… até que o policial falou:

Recebemos uma ligação sobre um carro que estaria usando placas falsas…

O Jan se apressou para providenciar os documentos do carro e eu caí na risada! Eis aí o motivo da preocupação do policial:

Kaiser

Kaiser

 

Aqui na Dinamarca, pagando uma grana extra pelo emplacamento, a gente pode escolher a placa do nosso carro – desde que não ultrapasse o limite de 7 dígitos e desde que não haja um outro idêntico já em circulação, claro. Quando compramos nosso carro ano passado o marido me fez uma surpresa e de presente me deu o Kaiser. Kaiser é meu sobrenome, herdado do lado alemão da família de meu pai. Na Alemanha tem Kaiser pra todo lado – nome de praças, vilas e de pessoas. Acho que o polizei tava mesmo era com inveja da nossa placa!

Mal-entendido devidamente desfeito, continuamos…

A estrada até Munique é bem chata. Na verdade estava bem caótica – vimos muitos caminhões fazendo ultrapassagens perigosas, muitos trailers de camping, muitos, muitos carros, enfim, tráfego intenso – mas não podemos reclamar, não pegamos congestionamento em nenhum trecho sequer. (indo pra França no ano passado encaramos alguns poucos e não muito longos).

Durante a maior parte da viagem pegamos muita, muita chuva! Isso nos atrasou um pouco e só chegamos em Munique às 6 da tarde. Fizemos poucas e curtíssimas paradas pelo caminho – tínhamos levado nossos próprios sanduíches e outras guloseimas de casa, então foi mais pra comer dentro do carro mesmo, esticar as pernas e fazer xixi.

Em Munique, nos hospedamos no Fleming’s Hotel München-Schwabing. Um hotel novo, bem localizado, 4 estrelas, um ótimo serviço, com um café da manhã bem gostoso e farto, uma cama confortável e tudo muito moderno e de muito bom gosto. Mas o quarto era minúsculo, minúsculo mesmo. Assim eu o recomendo para estadias como a nossa, em que só queríamos um estacionamento, um banheiro e uma cama. Passar mais de uma noite ali teria sido tortura.

Encontramos meu amigo e fomos comer na Marienplatz, mas estava chovendo tanto e fazendo tanto frio que não tivemos ânimo pra tirar fotos. Queríamos comer algo rápido e bem típico da Bavária, então o local foi perfeito.

Depois demos uma voltinha pelo centrinho, tivemos um gostinho de Munique, com certeza queremos voltar. Mas passeio turístico com chuva realmente pra mim, não dá.

No dia seguinte saímos depois de um café da manhã demorado. Não tínhamos muita pressa, pois só poderíamos pegar as chaves da casa na Toscana depois das 4 da tarde. Gente, a estrada a partir de Munique é coisa de filme. Depois de pouco tempo estávamos na Áustria. Que visual!!! Alpes, cujos topos ainda estavam cobertos de neve. Muitos castelos e  igrejas nos topos de colinas. Vilarejos típicos, muito, muito verde.

Áustria

Áustria

 

Castelo, bem perto da fronteira com a Itália

Castelo, bem perto da fronteira com a Itália

 

De repente cruzamos a fronteira com a Itália e curiosamente o tempo já começou a mudar; já podíamos ver o céu azul atrás das nuvens de chuva, e a natureza exuberante, verde, um ar gostoso de respirar…

Entrando na Itália

Entrando na Itália

 

Ainda com neve no topo dos alpes

Ainda com neve no topo dos alpes

 

E tome estrada. No caminho até nossa casa em Casole d’Elsa, na Toscana, muitas pontes e muitos túneis.

Muitos túneis

Muitos túneis

 

Finalmente estávamos na Toscana! Que delícia aquele cenário de filmes que muitas vezes tinham passado pela minha cabeça lendo relatos em outros blogs. Muita paisagem linda, muitos vinhedos, muitos girassóis.

Muita uva

Muita uva

 

Muitos girassóis!

Muitos girassóis!

 

No dia que rodamos por Chianti, passando pela famosa S222 – uma estradinha cheia de curvas e paisagens lindíssimas que liga Firenze a Siena – acho que paramos o carro umas mil vezes pra tirar foto de tudo quanto é ângulo. Tudo era imperdível!

Chianti

Chianti

S222, Chianti

S222, Chianti

Jan e o Kaiser, Chianti

Jan e o Kaiser, Chianti

Eu e o Kaiser, Chianti

Eu e o Kaiser, Chianti

 

E agora a estradinha de terra, que sai da estrada cheia de curvas em Casole d’Elsa e leva até a nossa casa no meio do nada, com a vista mais gostosa do mundo:

Casole d'Elsa

Casole d'Elsa

Chegando...

Chegando...

Chegamos! Nossa casa é a do canto direito na foto

Chegamos! Nossa casa é a do canto direito na foto

 

Próximo capítulo: muita comida…

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Sob o Sol da Toscana

Girassóis pela estrada afora

Girassóis pela estrada afora

Quando comecei a planejar essa viagem, sabia de 2 coisas: queria ir pra Itália e tinha 2 semanas pra passear por algumas cidades. Pensei em Veneza, Roma, Cinque Terre, Toscana e comecei a ler e pedir dicas no TripAdvisor,  Viaje na Viagem e no Viaje Aqui da Abril.

Graças aos conselhos de muita gente boa, resolvi restringir nosso território à Toscana somente. Assim como a Grécia, a Itália é grande e tem infinitas possibilidades, e deve ser apreciada moderadamente e sem pressa. Ainda por cima considerando que eu já estaria no sexto mês de gravidez, tinha que ser uma verdadeira slow travel.

Além disso as condições eram: iríamos de carro, e tínhamos duas casas alugadas, uma pra cada semana: uma em Casole d’Elsa e outra já na Umbria, nas margens do Lago Trasimeno, mais próxima do sul da Toscana.

Alugamos as casas através de uma parceria do meu trabalho com a Novasol, e saiu beeeem em conta! As casas eram perfeitas, ambas tinham piscina e jacuzzi, limpas e bem equipadas. Recomendo a Novasol.

Tentei combinar vários passeios de um dia só pelas cidades da Toscana, de forma a não nos cansarmos demasiadamente e aproveitarmos o que fosse possível de cada cidade. Deu certo! Planejamento é tudo, e é quando a viagem realmente começa.

Aguardem os próximos capítulos: paisagens, comida, museus, cidades e torres medievais 🙂

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Brasil 2008, parte 2: Alagoas

Segunda Parte: Alagoas

Maceió, 13 de outubro de 2009

Saímos de Vix cedinho, voamos às 9. No aeroporto, aquele drama, despedida de papai e mamãe não é fácil nunca. Voamos pro Rio, onde esperamos horas. Almoçamos no aeroporto, fiz as unhas, e finalmente às 14 e pouquinho, voamos para Maceió pela Gol, com escala em Aracaju.

Chegamos em Maceió às 6 da tarde, pegamos nosso carro na Unidas no aeroporto mesmo – dessa vez um Palio Weekend muito massa – e fomos pro Hotel Porto Grande, na Ponta Verde. Bom, não recomendo. Achamos uma pechincha – R$100 a diária, mas por um pouquinho mais teríamos ficado no Ibis, na frente da praia da Pajuçara, pois tava rolando uma promoção para reservas pela internet. A cama pequena e o colchão desconfortável do Porto Grande acabaram com nossas costas, nosso quarto dava de frente pra rua onde um caminhão fazia barulho de manhã cedinho, não há elevador (parece uma pousadinha mesmo), enfim, não vale a pena. A única vantagem foi que pudemos caminhar dali até as Tapioqueiras da Jatiúca (onde nos acabamos de comer tapioca!) e o passeio pela orla foi delicioso.

Devo confessar que fiquei um cadim decepcionada com Maceió. Ah, eu prefiro MIL vezes Vila Velha, mesmo a Praia da Costa não tendo aquele azul calcinha do mar de Maceió. Achei a praia suja, havia copos de plástico, garrafas de plástico, enfim, várias sujeiras por todo lado. Não nos banhamos ali, só passeamos pelo calçadão mesmo.

Já na terça-feira de manhã fomos cedo para o litoral sul, Barra de São Miguel. Quando chegamos a piscina natural formada pelo recife a poucos metros da praia estava deliciosa. Nos acomodamos na areia e comemos macaxeira frita, claro, e tomamos água de côco. Mas logo a maré encheu, e a correnteza ficava nos empurrando pra esquerda, uma verdadeira hidroginástica! De tardinha fomos embora, mas aproveitamos muitíssimo o sol gostoso e a tranquilidade da praia.

De noite uma deliciosa experiência gastronômica: fomos jantar comida baiana no AkuabaDe entrada pedi acarajé pra todo mundo, e pra minha sorte a sogra e o marido não curtiram muito, sobrando um bocado pra mim! Estava divino e veio servido com vatapá (delícia!!!), camarão e caruru. Água na boca só de lembrar. O ambiente é super aconchegante, os preços super razoáveis e o atendimento de primeira. Eu adorei estar com os gringos nesses lugares todos. Sempre me perguntavam primeiro se eu era a intérprete (!!!) deles, hehehe!

Litoral Norte

No dia seguinte, quarta-feira, partimos para São Miguel dos Milagres, o que vinha a ser o ponto alto de nossa viagem. Nos hospedamos, claro, na Pousada do Toque. Depois de quase dois anos lendo todos os louvores do Ricardo Freire para a pousada, nenhuma outra me parecia interessante o suficiente. Até entrei em contato com algumas outras da Rota Ecológica, mas o Nilo me fisgou desde o primeiro email trocado. E foram quase dois anos trocando emails!

Ocupamos dois Chalés Praia: O  Mar (eu e marido) e o Acácias (sogros). Não venha para a Pousada do Toque se não gostar de ser extremamente mimado por todos. Já na recepção fomos recebidos com água de coco e frutinhas pela querida Luciana.

Aqui ficaríamos por 6 noites, e só queríamos sossego, sossego e mais sossego. A Praia do Toque, bem na frente da pousada, é mais do que eu precisava ou queria. Uma tranquilidade sem fim, ninguém à vista, água extremamente morna e azul…

Praia do Toque

Aqui jantávamos todos os dias às 8. Eu deixava inteiramente à escolha do Nilo ou do J.R. o cardápio do nosso jantar. Só lucramos com isso. Comemos lagostada pela primeira vez, lagostim, farofa de inhame, feijão tropeiro, purê de banana da terra, até um novíssimo prato inventado pelo Nilo, steak de atum com ratatouille de frutos do mar com arroz… enfim, coisas que me arrepiam os cabelos do nariz só de lembrar. Sabor, sabor, sabor. Os sogros e marido iam ao delírio a cada prato. Mais engraçado foi no primeiro jantar, quando, sentadinhos aguardando o banquete, ouvimos a voz do J.R. ou do Bartô na maior altura pro restaurante inteiro ouvir:

 Flavia e família, que se abram as cortinas, vai começar o maior espetáculo da culinária brasileira…

Ai que saudade!

No dia de maré baixa indicado pelo Nilo fomos de jangadinha motorizada até a piscina natural do Toque, que assim como eu já imaginava, era perfeita. Que Maragogi, que nada – sim, um dia dirigimos até Maragogi, mas que furada das boas! Nadar com os peixinhos foi lindo, mas o caos, o circo instalado no lugar, com direito a comida e bebida sendo vendidas dentro da água, a insistência sacal dos fotógrafos de plantão para tirarmos fotos embaixo da água, as mil pessoas no mínimo que estavam ali no momento… não, não vale a pena. Bem que o Nilo tentou nos avisar! Nesse mesmo dia seguimos dirigindo para o norte e chegamos à Praia dos Carneiros, mas não deu pra aproveitar nada. Já eram 2 da tarde, comemos no Bora-Bora – uma delícia! – e pegamos a estrada de volta. Não recomendo fazer essa loucura toda em um dia só, ficamos super cansados. Voltemos à piscina natural da praia do Toque.

Piscina Natural do Toque

Às tardes, quando estávamos na pousada, nada era mais convidativo que os bangalôzinhos em torno da piscina, com redes e sofazinhos onde tiramos várias sonecas, onde almoçamos algumas vezes, onde tomamos sorvetes e outras sobremesas deliciosas como o creme de papaya com licor de cassis (um verdadeiro campeão de pedidos durante nossa estadia) e claro, experimentamos vários dos drinks preparados pelo J.R.

Jan se estressando

Tarde relax

Também visitamos a Praia dos Morros, que fica do outro lado do Rio Camaragibe. Paramos o carro num restaurantezinho à beira da praia e seguimos a pé. A travessia do rio fizemos de barquinho.

Rio Camaragibe

A visão na chegada na Praia dos Morros é dramática. Sei lá quantos quilômetros de areia branca, mar verde de um lado e coqueiral intocado do outro. Os sogros se instalaram ali, mas eu e Jan só ficaríamos felizes depois de ter caminhado até as falésias. O que se ouve é apenas o barulho do vento nas árvores e as ondas. Como um sonho. A gente nem conversava pra não estragar o clima de paraíso.

Praia dos Morros, que tal?

Aliás, é bom lembrar: compre bebidas e leve alguma coisinha pra comer, não há nenhum comércio na Praia dos Morros e a caminhada é longa. Mas vale cada centímetro percorrido.
No nosso último dia inteiro na pousada, fomos visitar Aldoo peixe-boi do Rio Tatuamunha. A jangada partiu da pousada, e entrou no rio pelo mar, uma coisa linda como a paisagem vai mudando e assumindo ares de manguezal. Rio adentro, motor da jangada desligado, só ouvíamos pássaros e o vento. Que delícia.

Rio Tatuamunha

Claro que chegando ao cercadinho onde alguns peixe-bois são readaptados à vida dentro do rio, ficamos ansiosos. Será que Aldo vem nos receber? Claro que ele veio, simpaticíssimo, colocou as enormes nadadeiras (patas?) em cima da nossa jangada, desfilou exibido, até sorriu pra foto. Tive que me controlar pra não fazer um chamego nele.

Aldo

O que ainda não relatei é que os dias na pousada já começavam espetaculares: o café da manhã dava vontade de passar o dia todo sentada ali pedindo mais. E eu que ainda não conhecia Cartola (banana quente com queijo e canela, socooorro!!!), tapioca de goiabada, bolinho de goiaba! E tome água de coco, suco de mamão com laranja, um show, um show. Obrigada pelas nossas manhãs deliciosas, Bartô! Os gringos não vão esquecer nunca e agradecem até hoje pela geléia de goiaba 🙂

Café da manhã na pousada

No dia da nossa despedida, nem Nilo, nem J.R. estavam na pousada! 😦
Quero destacar que estávamos meio ansiosos com a conta. Durante a semana inteira pedíamos tudo sem pensar no valor. A gente só queria comer e beber bem, enfim, ter uma estadia inesquecível também gastronomicamente falando. Resultado, fomos surpreendidos por uma conta bem mais camarada que imaginávamos! Realmente  não feriu nossos bolsos nem nossas contas bancárias e se a gente soubesse disso teria bebido umas caipirinhas a mais!
O único comentário “negativo” que eu posso fazer, é que no site da pousada está escrito que os travesseiros são de penas de ganso. Nós tínhamos 8 travesseiros no nosso Chalé Praia Mar. Todos de látex. Pra mim, eram altos demais, acho que podia ter travesseiros de tamanhos diferentes. Mas também nem lembrei de “ir reclamar”. Fica a dica aí, Nilo 🙂
Assim seguimos para o sul, a última parte de nossa viagem, e chegamos a Penedo, nas margens do São Francisco, à tardinha.
Litoral Sul
Penedo foi um soco na boca do estômago. Casario conservado? Não vi. Tudo caindo aos pedaços, pinturas descascando em todas as casas, lixo pra todo lado, montinhos de lixo a cada esquina. Uma feira feia e fedorenta. Nem vou colocar fotos aqui. Ficamos na Pousada Colonial, que eu escolhi por ser na frente do rio, enquanto o hotel São Francisco fica na rua de trás. Me arrependi. A pousada também estava caindo aos pedaços. A fachada me fez ficar com vergonha de hospedar meus sogros ali. Tivemos que trocar de quarto porque do teto do nosso banheiro estava caindo algo que eu definiria como terra e caiu também um bicho, besouro, algum parente distante da barata, sei lá o que era aquilo. Trocamos de quarto e eu não consegui dormir, encuquei e achei que o local estava infestado de escaravelhos. A cama super desconfortável, imagine, estávamos vindo da Pousada do Toque.
O restaurante Forte da Rocheira não estava aberto, porque eu não sei. Daí jantamos em um outro na margem do rio que a recepcionista da pousada indicou, mas não me lembro o nome, só me lembro do fedor terrível de esgoto que subia, foi o jantar mais difícil da minha vida. A comida estava OK. Bom, pensei, esse local é somente uma basse para o passeio no São Francisco que faríamos no dia seguinte. Sobreviveremos.
Enfim o dia seguinte chegou e era o dia do nosso passeio pelo Velho Chico.
Piaçabuçu e o São Francisco
Bem antes da nossa viagem, eu tinha contatado o Robério do Farol da Foz Ecoturismo, com sede em Piaçabuçu, para dois passeios: um pelo rio até a foz, de lancha rápida, e outro de super buggy por um coqueiral até as dunas de Piaçabuçu. O Robério foi sempre super atencioso nos emails, mas pessoalmente ele excedeu qualquer expectativa. Extremamente gentil, atencioso e simpático, além de um profundo conhecedor do rio e de sua história. Nos encontramos com ele cedo, e partimos em sua lanchinha rio afora. Foi maravilhoso de dentro da nossa lancha a jato, vermos ao longe aqueles barcos CVC apinhados de gente – foi uma grana super bem investida na exclusividade!
Foz do Velho Chico
Foz do Velho Chico
Chegamos na majestosa foz do rio, paramos numa prainha longe de tudo e de todos os barcos da CVC, rs. O marido adorou se banhar na água doce do rio, ele não curte muito o sabor da água do mar (eu amo!!!). Ficamos por ali um tempo, relaxando e ainda tivemos direito a muitas manobras radicais na lancha a todo vapor, a sogra ficou de-ses-pe-ra-da. Adorei!
Almoçamos num restaurante à beira-rio indicado pelo Robério, fizemos uma horinha na sede da Farol da Foz e como tínhamos um pneu furado (furamos o pneu duas vezes durante nosso tempo no Brasil), o Robério ainda fez a graça de consertá-lo pra gente.
De tarde seguimos de super buggy para as dunas. O tempo de repente se fechou e a chuva estava a caminho. O passeio pelo coqueiral foi uma lição de biologia, saímos dali sabendo tudo sobre coqueiros e o marido decorou a história toda, e conta pra todo mundo. Chegar no alto das dunas foi a glória, a paisagem era fabulosa. Até meu sogro que usa uma muleta – manca da perna direita – subiu a duna pra apreciar a vista lá de cima. Fizemos um pouco de ski-bunda, mas logo choviscou e com areia molhada a prancha não desliza. Era hora de voltar pra Penedo. Foi um dos dias mais bem aproveitados da viagem, ficamos felicíssimos e recomendamos imensamente o Farol da Foz Ecoturismo!
Dunas de Piaçabuçu
Dunas de Piaçabuçu
No dia seguinte, quinta-feira, acordamos e saímos dirigindo de volta pra Maceió, onde passaríamos nossa última noite em terras brasileiras. No caminho, paramos no Mirante do Gunga e tiramos muitas fotos lindas lá de cima, e claro que compramos uns artesanatos também.
Vista do Mirante do Gunga
Vista do Mirante do Gunga
De volta a Maceió, não tínhamos reserva, pois havíamos cancelado a reserva dessa última noite no Porto Grande. Todos os hotéis da orla estavam lotados. Achamos um na divisa entre a Pajuçara e a Ponta Verde, uma rua atrás da praia, de que eu também não me lembro o nome, só me lembro de ter comido lá o pior café da manhã da minha vida. Vou ver se lembro o nome e posto aqui, daí vocês por favor não se hospedem lá jamais! Mas bom, foi uma emergência.
À noite, para fechar a viagem com chave de ouro, fomos jantar no Divina Gula. Hmmmmmmmm, hmm, hmmmmmmmmm! Os sogros pediram o Prato da Boa Lembrança (era um frango com alguma coisa) e saíram felicíssimos com seus pratos de cerâmica que hoje enfeitam suas estantes; já eu fui de comida brasileiríssima mesmo e pedi uma desfiada confiada, uma carne-de-sol desfiada com purê de inhame, abobrinhas frescas e banana-da-terra frita. De ter orgasmos gastronômicos múltiplos! Marido foi de picanha, claro, e se esbaldou. Atendimento 10, ambiente super cool, enfim, recomendo altamente!
No dia seguinte só tivemos tempo de ir embora do hotel rumo ao aeroporto, de onde fomos pro Rio, Rio-Paris de Air France e finalmente Paris-Copenhague.
Viajar com os sogros não foi fácil. Tudo correu bem, mas por diversas vezes eu tive que exercitar de maneira sobrenatural minha paciência quase inexistente. Mas o melhor de tudo é que eles tiveram uma experiência rica, surpreendente, com um saldo super positivo e talvez, agora, eles me entendam melhor quando eu achar as festas de família dinamarquesas um saco 🙂
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Brasil 2008, parte 1: Espírito Santo

Nossa primeira água de coco


Vila Velha e Vitória

Chegamos numa quinta-feira, dia 1 de outubro, ao meio-dia, no aeroporto de Vitória, onde nos esperavam papai, mamãe e Carla, minha amiga de infância. Que festa! Um calor insuportável, de-li-ci-o-so. Todas as malas chegaram direitinho, pegamos o carro que alugamos na Unidas (uma Parati novinha por R$ 80 a diária) e fomos pro primeiro hotel da nossa estadia: o Quality Suites, na Praia da Costa, em Vila Velha. Ficamos numa suite queen de frente pra praia, no décimo andar, pagando R$209 a diária. Valeu cada centavinho! Que tal a vista?

Vista da nossa varanda no Quality

A primeira providência em terras capixabas foi ir cortar cabelo, fazer a unha, depilar e fazer uma limpeza de pele básica. Daí escolhi o Kabelo’s, no Shopping Vitória, assim os homens poderiam ir passear no shopping enquanto as mulheres se embelezavam. O ruim do Kabelo’s é: eles sempre tentam te empurrar serviços que você não precisa, não quer e sempre dão um jeitinho de cobrar a mais por algum serviço. Assim tinha pedido alguns valores que eles me enviaram por email, de forma que eu podia provar. E não é que tentaram me cobrar 10 reais a mais pelo meu corte? Na hora de pagar, 70 reais em vez dos 60 informados por email… que saco! Falei que não tinha sido esse o valor combinado e paguei os 60 reais apenas. E mais: o cabelereiro insistiu pra me fazer uma escova, eu disse que não queria, que não faço jamais escova no cabelo pois gosto dele arrepiado, com volume, com ondas. Mas o menino insistiu e fez. E na hora de pagar a conta ele diz com a maior voz de quem está me dando um presentão: Não vou te cobrar a escova não, tá? Oras… se me cobrasse ia ver a baiana rodar! Por isso: o serviço é mais ou menos, nada assim extraordinário que compense os preços abusivos. Nem tinham oferecido nada pra gente beber depois de horas lá dentro, até que minha mãe chamou a atenção de uma funcionária. Enfim: não recomendo! 60 reais pé e mão? Nunca mais!

De aparência nova, nos arrumamos no hotel e fomos pra nossa primeira aventura gastronômica: a churrascaria Victoria Grill, eleita pela Veja Espírito Santo como a melhor casa de carnes do estado. Aqui foi uma decepção. A carne estava simplesmente OK, gostosa, mas absolutamente nada do que eu imaginava como a melhor carne do estado. Preferi mil vezes a Minuano, em Camburi, onde comemos em 2006, e meus amigos quase todos afirmam que a Gramado é que é a melhor churrascaria do ES. Nos acompanharam nesse jantar meus pais, minha irmã Tamara e meu cunhado Orlando. Além do mais, não havia aquelas rodelinhas de papelão verde de um lado, vermelha de outro, para que os garçons possam identificar se queremos mais carne ou não. Resultado: o tempo todo garçons em cima da gente à mesa, não dava tempo de mastigar nada e sempre que eu dizia não, obrigada, o garçon ainda insistia! Que saco! Não demoramos muito por lá pois queríamos dormir uma noite decentemente depois da viagem desde a Dinamarca, e voltamos pro hotel onde dormimos um sono merecido com o barulho das ondas…

Caipiurinha, queijo coalho na brasa e melaço

Passamos o dia seguinte na praia, que nem peixe. Eu não queria sair da água. Carla, minha amiga de infância,  ficou com a gente o dia todo. De noite fomos jantar no Mr. Picuí , restaurante de comida nordestina onde havíamos nos fartado em 2006. Outra decepção… a comida estava boa, mas nada comparado ao que tinha sido da outra vez. Acho que a qualidade e a quantidade diminuíram consideravelmente. O queijinho coalho na entrada estava delicioso, com o melaço ficou muito bom mesmo, mas o resto – a carne de sol, o feijão, a farofa – não me impressionou. Além de tudo eles têm um show de humor às sextas que eu achei um saco, além de super machista… sabem aquelas piadinhas infames? Saímos no meio do show, aqui estávamos com Carla e Israel e Marcela e André.

No sábado fomos à praia na frente do hotel mesmo. Na hora do almoço fomos pra casa de mamãe comer cozido, e Carla e Adélia se juntaram a nós. Cozido é um prato baiano, creio eu (minha família por parte de mãe é baiana), que crescemos saboreando nas férias de verão em Ilhéus e Salvador. Cozinha-se várias verduras numa panela de pressão: abóbora, batata, batata doce, banana da terra, quiabo, cenoura, chuchu, inhame, etc. Na outra panela cozinha-se músculo bovino, bastante, até que a carne esteja tão mole a ponto de se desfazer; toucinho, e carne de sol. Faz-se um pirão com o caldo da carne, e serve-se 🙂 Hmmmm!Estava tão, mas tão bom, que quase morri de ódio ao ver a cara da sogra colocando um tico de cenoura e batata e um grama de carne no prato, alegando que não estava com muita fome. Bocó… perdeu! E eu esqueci de tirar fotos do banquete e da cara da monga.

De noite fomos comer sushi no Sushimar (também recomendado pela Veja Espírito Santo), com Carla e Israel, Marcela e André e Tamara e Orlando. Foi uma delícia! Rodízio de sushi delicioso cercada de amigos queridos. Mais uma vez entramos madrugada adentro na conversa e fomos dormir depois das 2 da manhã.Domingo fomos almoçar no Canto da Roça com Wendell e Antônio, e Ana M. e família. Foi uma delícia! Quiabo, tutu, e toda a deliciosa culinária mineira… de tarde fomos visitar Tamara no apartamentinho dela e comer bolinho lá. Aproveitamos para dar uma voltinha pela UFES (saudadesssss!) e pelo Parque Pedra da Cebola, na frente da UFES. E de noite fomos ver o ensaio da melhor escola de samba do estado, a Unidos de Jucutuquara! Os sogros não podiam passar pelo Brasil sem ter tido um gostinho do carnaval 🙂

A sogra adorou

Também por esses dias visitamos o Convento da Penha, de onde se tem uma linda vista das duas cidades: Vila Velha e Vitória.

Mico no Convento da Penha

Terceira Ponte ligando Vitoria a Vila Velha

Os sogros adoraram ver os macaquinhos fazendo acrobacias nas árvores, em liberdade – o morro do convento é cercado por um pedaço caprichado de mata atlântica.Na terça passamos o dia na praia e de noite encontramos minha amiga Fernanda pra comer sanduíche. Uma pena o Kapo’s estar fechado, eles servem o melhor sanduba do estado e a Veja ES concorda. Acabamos no Oficina da Fome, não achei assim uma delícia mas os sogros amaram.

Na quarta cedinho arrumamos as malas e partimos para Pedra Azul!

Pedra Azul

A estadia no Aroso  foi pura tranquilidade. Ar puro, natureza, clima de montanha: 12 graus! Cavalgamos no Parque Estadual Pedra Azul, curtimos a sauna, a piscina (no frrrrio), e o melhor de tudo, como era dia de semana e fora da alta estação (que é em julho), não havia mais quase ninguém no hotel. Acho que vi uns 2 outros casais circulando por lá nas duas noites que nos hospedamos. Isso nos garantiu um atendimento exclusivérrimo, absolutamente impecável, comida fantástica, uma limpeza inacreditável (eu andei descalça do quarto para a piscina e sauna e de volta pro quarto e meus pés estavam branquinhos, não havia uma poeira sequer grudada neles). Enfim, Aroso: nota 10!

Aroso, Pedra Azul

Cavalgada em Pedra Azul

Na sexta-feira voltamos para Vila Velha, na descida demos uma paradinha em Domingos Martins, cidade símbolo da imigração alemã no Espírito Santo, e que vale a visita pelo charme, pelos restaurantes, pelos cafés-coloniais, pelas delícias caseiras como casadinhos, biscoitinhos amanteigados, doces diversos e geléias em compota. Me acabei de doce de jaca!

Guarapari

Nosso tempo no ES estava se esgotando. Esse último findi passamos em Guarapari, no apartamento de verão da família da minha amiga Marcela. Justamente nesse fim de semana o tempo não colaborou, fez um vento danado e uma chuva horrível de sexta a domingo. Mas foi uma delícia andar pelo centro de Guarapari e relembrar meus dias de adolescência. O famoso Beco, que vivia apinhado de gente no verão; a lanchonete Sonho de Mel, onde tomamos um caldinho delicioso – o meu foi de feijão, claro, os sogros de canjiquinha, o Jan foi de caldo verde – e ainda comemos coxinha com catupiry, que foi um dos hits da nossa viagem. A praia da Enseada Azul (felizmente abriu um solzinho que nos permitiu algumas horinhas de praia no sábado), o point de quase todos os verões da minha juventude… E a Moqueca do Curuca, em Meaípe (pertinho de Guarapari) simplesmente a melhor moqueca capixaba do MUNDO, servida com arroz, pirão divino e com banana da terra cozida, santo Deus! Se for ao ES, não comer a Moqueca do Curuca é simplesmente um sacrilégio!

Queijo coalho na Enseada Azul

Queijo coalho na Enseada Azul

Domingo churrascamos o dia todo na casa dos sogros da Carla, e de noite, já de volta a Vix para nossa última noite no ES, nos acabamos no Roda Pizza da Praia do Canto, um rodízio de pizza delicioso – não é assim a melhor pizza do estado mas a enorme variedade de sabores entre pizzas salgadas e doces, o precinho bom, o atendimento, a localização valem a visita. Nessa noite nos despedimos de nossos amigos, foi uma choradeira só, e fomos dormir no Ibis ali coladinho na pizzaria.

 

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Veja: O melhor do Espírito Santo

Estamos indo pro Brasil dia 1 de outubro.

Êêêêêêê!!!

Já faz dois anos e meio que fomos pela última vez e estou subindo pelas paredes de vontade de me acabar de comer tudo que eu tenho direito.

Copenhague não é assim uma capital gastronômica, sabem? Não há muita coisa que eu aprecio por aqui no quesito comida. Por isso a idéia é tirar a barriga da miséria no Brasil.

Como em 2 anos e meio muita coisa pode ter mudado em Vitória, e como não quero perder tempo pensando onde vamos comer, fiz uma pesquisa para ver se achava o que há de melhor na culinária brasileira no ES atualmente. E olhem que delícia: Uma Veja especial só pra gente!

http://vejabrasil.abril.com.br/espirito-santo

Com essa excelente edição especialíssima, pude planejar exatamente o que quero e onde quero comer, inclusive na região de montanhas e na rota do sol (praias do sul).

Adorei! Acho que o ES merecia essa atenção 🙂

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À francesa

Essa viagem não foi a ideal, pois passamos pouquíssimo tempo em cada lugar (viagenzinhas curtinhas de bate-e-volta, já que estávamos hospedados pertinho de Toulon.   A casa saiu praticamente de grátis, pois aluguei através do trabalho). Assim, precisei sacrificar museus e outros lugares como algumas cidadezinhas charmosas. Fiz o que deu: fui, vi, senti, comi, amei!

Dia1: Sexta-feira. 3 e meia da matina: Partida

Saímos de carro. Mais ou menos às 5 horas entramos no ferry pra Alemanha, onde tomamos café da manhã. Depois de meia horinha no ferry, chegamos a Alemanha e tome estrada…

Na estrada

Na estrada

Às 6 da noite e depois de várias paradas no meio da estrada pra fazer xixi e comer uma baguette aqui outra ali, paramos na França para dormir, num lugarzinho no meio do nada chamado Dole. Ficamos num Formula 1, da rede Accor – bem baratinho e limpinho, mas sem banheiros nos quartos.

Dia seguinte cedinho continuamos a viagem e chegamos a Saint-Mandrier-Sur-Mer às 4 da tarde do sábado. Fomos fazer compras no Carrefour (que delícia!!!!!!! Quanta variedade de iogurtes, sobremesas e cereais!!!) e fizemos uma jantinha gostosa em casa.

Dia 3, domingo: Porquerolles

Fomos cedinho para Hyères, e de lá seguimos as plaquinhas para o Port Tour Fondue onde pegamos o barquinho pra Ilha de Porquerolles.

Porquerolles

Porquerolles

Que calor! Que lugar lindo! Praia azulzinha, maravilhosa!

Plage d´Argent, Porquerolles

Plage d´Argent, Porquerolles

Depois da praia subimos ao Forte Sainte-Agathe, de onde se tem uma linda vista da ilha e da baía. Comemos baguette, tomamos sorvete (tomei um de cassis, divino!), e de tardinha voltamos pra casa. Comemos num trailer pertinho de casa.

Vista do Forte Sainte-Agathe

Vista do Forte Sainte-Agathe

Dia 4, segunda: Saint-Tropez e Ramatuelle (Pampelonne)

Partimos para Saint-Tropez! Que delícia de cidadezinha! Além de chique, super tranquila, com ares de interior! Comi um filé de peixe com ratatouille de-li-ci-o-so, além de uma salada de chèvre-chaud de entrada que estava to die for!

Depois desse rango divino no Le Café, fomos ver os barcos no porto, cada iate! Quanta gente rica! O calor estava de rachar, então fomos pra praia de Pampelonne, onde chegamos às 4 da tarde mais ou menos. Pampelonne fica em Ramatuelle, no golfo de Saint-Tropez mas na verdade é um outro município ali do ladinho de Saint-Tropez, facinho de chegar de carro. Sol a pino!

Tiki Club, em Pampelonne

Tiki Club, em Pampelonne

Escolhemos uma prainha particular, a Tiki Club (http://www.youtube.com/watch?v=jss65-2wptI)  e nos esticamos por lá, tomamos um mojito dos deuses de tão bom, a água estava mais que perfeita e azulzinha… estava tão bom e aconchegante que ficamos por lá pra jantar também, comemos pizza (a minha era de 4 queijos, deliciosa!) e tomamos um bom vinho rosé da região! Tinha até música ao vivo e o serviço foi impecável.

Pampelonne Plage, Ramatuelle

Pampelonne Plage, Ramatuelle

Dia 5, terça: Nice e Saint-Paul-de-Vence

Era dia 1 de julho, nosso aniversário de 2 anos de casados! Saímos só nós dois dessa vez, rumo a Nice. Pegamos um busu pra estação em Toulon cedinho, pegamos lá o trem pra Nice e depois de 2 horas estávamos lá. Mais uma vez o calor estava de rachar, e dessa vez pudemos conferir: 37 graus às 12:45h! Escaldante!

Em Nice

Em Nice

Fizemos um tourzinho obrigatório, pela orla, pela cidade velha, mercadinho Cours Saleya onde comprei temperinhos e sachêzinhos de lavanda, subimos a pé até o castelo de onde se tem uma linda vista da cidade, do mar azul e do aeroporto e tomamos sorvete.

Cours Saleya

Cours Saleya

De tardinha (lá pelas 3 horas) pegamos um busu pra Saint-Paul-de-Vence, que é uma cidadezinha alta a 1 hora de ônibus de Nice. Para ir a Saint-Paul de busu, vá até a gare routière que fica coladinho na cidade velha, bem embaixo da colina do castelo, e pegue o ônibus linha 400 – Nice a Vence. Desça em Saint-Paul village.

Saint-Paul

Saint-Paul

É uma cidadezinha medieval muito charmosa, que transpira arte. Eu não poderia ter deixado de pisar ali – tinha ficado entre visitar Eze ou St. Paul, e essa última venceu :). Marc Chagall morou, morreu e foi enterrado ali (rodei o cemitério todinho 3 vezes mas não achei!!!), entre outros.

Chagall jaz a�, mas eu não vi

Chagall jaz aí, mas eu não vi

Opa! Ric, eu também vi! Eu vi! Eu também achei o filho perdido do Picasso! 😉

O filho perdido do Picasso...

O filho perdido do Picasso…

Depois de um passeio pela cidadezinha e muitas fotos tiradas, voltamos pra Nice, e fomos jantar no L’Arcchiado, um restaurantezinho super autêntico na “Velha Nice” (recomendado no meu guia do Sul da França), com um serviço genial, uma comida fantástica, uma excelente carta de vinhos (escolhemos rosé de novo!) e tudo isso por um precinho imperdível (total da nossa conta: 60 euros, com entrada, prato principal e vinho!). Recomendo altamente!

Velha Nice

Depois dissso fomos calmamente procurar nosso caminho de casa, mas surpresa! Não tem mais trens para Toulon depois das 9 da noite! Nos encaminhamos então para o Hotel Ibis que fica do ladinho da estação, pois estávamos exaustos e fedorentos!

Dia 6, quarta: Cannes

Acordamos cedo e assim que deixamos o hotel, senti falta do meu bem mais precioso naquele momento: minha câmera! Minha Canon A75 comprada há 4 anos com meu suado dinheirinho…. e pior: cheinha de fotos de Saint-Tropez, Nice e Saint-Paul! Procurei na estação, no restaurante, no hotel… perguntei a uns policiais onde poderia registrar queixa… mas acabei me resignando e pegamos o trem para Cannes. Tentei nem pensar mais nela e nem nas lindas fotos que eu tinha tirado com ela. Detalhe que em Saint-Tropez o Jan não levou a câmera dele, resultado: não temos fotos em Saint-Tropez 😦

Cannes

Cannes

O trem de Nice leva uns 20 minutinhos até Cannes, passando por Antibes (que eu queria ter visitado, mas não deu). Em Cannes fomos nas Galeries Lafayette comprar umas roupas porque estávamos com as roupas fedorentas e suadas do dia anterior, encontramos nossos amigos de novo, fizemos um tour básico, pela velha Cannes, subimos na colina onde fica uma igreja linda, de onde se tinha uma bela vista da cidade, comemos um almocinho básico numa calçada na Rue d’Antibes, chiquérrima e movimentadérrima! Tiramos foto na escadaria de tapete vermelho do Palais des Festivals et des Congrès, onde acontece o Festival de Cannes. Depois fomos pra praia. Ficamos numa praia pública dessa vez, mas quando entramos na água vimos um toletão de cocô boiando e corremos pra prainha particular do Hotel Carlton, o ponto mais chique da cidade! Ficamos ali dando mole pros paparazzi mas parece que não fizemos muito sucesso. Ficamos na praia até o sol se pôr, daí pegamos a estrada de novo e fomos parar pra jantar em Fréjus, no meio do caminho pra casa. Fréjus é uma gracinha, mas não fomos felizes na escolha do restaurante. Uma comidinha muito da sem-gosto!

Fréjus

Fréjus

Dia 7, quinta: Marseille e Cassis (Les Calanques)

Exatamente nesse dia, eis que o céu amanhece nublado e ventava tanto que parecia que a gente ia voar! Nossos planos eram ir pras Calanques cedinho, visitar umas 3 de barco (mais que isso ficaria chato e perderíamos tempo em Marseille) e de lá ir pra Marseille. É possível visitar até umas 9 calanques. Tem barcos que fazem 3 calanques (45 minutos), 5 (1 hora) 8 (1 hora e meia) e por aí vai.

Chegando nas Calanques, Port-Miou

Chegando nas Calanques, Port-Miou

Pelo que eu tinha lido, deveríamos chegar em Cassis e ir para o Port Miou. Acho que entendi tudo errado, pois chegando no Port Miou (tivemos que parar o carro longe e ir andando um bocado), não vimos nada que se parecesse com barcos turísticos saindo cheios de gente… Fomos seguindo (subindo) pelo caminhozinho destinado a pessoas que fazem o percurso a pé. Lá de cima tivemos uma linda vista, mas estávamos encasquetados com os barquinhos turísticos. Dali pudemos ver uma plaquinha indicando: Calanque En Vau: 1h20min de caminhada. Isso não é nada, mas por algum misterioso motivo não quisemos continuar e descemos de volta. Pegamos o carro e fomos procurar o porto de Cassis, de onde saem os barcos turísticos.

Port-Miou

Do alto: Port-Miou

Lá comemos uma baguette (meu Deus, como comemos baguette nessa viagem!!!) e pegamos o barquinho. Que erro!!!! Como ventava muito, o mar estava agitadíssimo e depois de 5 minutos mar adentro eu já estava em verdadeiro pânico com as ondas! Não curti nadinha, morrendo de medo! Visitamos Port Miou, Port Pin e En Vau, a mais bonita e célebre das Calanques, mas foi uma droga e me arrependi amargamente de não ter feito o trajeto a pé: nem era tão longo assim, teríamos tido uma visão muito mais bonita do alto, e teríamos evitado os enjôos e o pânico do passeio de barco. Assim eu recomendo: faça o percurso a pé! Leve água, sapatos e roupas confortáveis, comece de Port Miou e aproveite a vista!

Pânico no mar, Cassis

Pânico no mar, Cassis

Dali fomos então pra Marseille. A primeira impressão não foi das melhores: caos no trânsito, todo mundo businando, e o calor infernal (o tempo melhorou de uma hora pra outra, e o sol voltou a brilhar!)… fomos direto pro porto, compramos o ticket para visitar o Château d’If, a prisão numa ilha onde se passa parte da história do Conde de Monte Cristo. Olha, estou pra dizer que foi o ponto alto da nossa viagem toda. Eu AMEI estar ali. Além do visual ser lindíssimo, o que conta muito pra mim, já era fim de tarde e havia praticamente ninguém além de nós. Então estava aquele clima super sereno, tranquilo, e aquele castelo lindíssimo que tem tantas histórias e tantos mistérios… Foi lindo, lindo!

Château d´If

Château d´If

De dentro da prisão

De dentro da prisão

Marseille, Vieux Port

Marseille, Vieux Port

De volta à terra firme, fomos bater perna mais um pouquinho e tirar mais umas fotos e nos dirigimos para nosso restaurante escolhido, o Les Galinettes (Chez Madie), também recomendado no meu guia. O plano era comer uma bouillabaisse, prato típico de Marseille, mas pra nosso azar os pescadores estavam de greve e teria sido necessário fazer o pedido com 3 dias de antecedência! http://www.lonelyplanet.com/worldguide/france/marseille/where-to-eat/21164?list=true

Les Galinettes, quai du Port

Les Galinettes, quai du Port

Normalmente recomenda-se fazer o pedido da bouillabaisse pelo menos com um dia de antecedência. Decepção superada, pedi um prato à moda da casa chamado Les Galinettes à provençale. Estava uma delícia! Uns filezinhos de peixe com legumes cozidos. O Jan pediu uma sopa de peixe que veio com um negócio delicioso chamado maionese provençal, com um gosto maravilhoso de alho, que comemos junto com o pão perfeito que nos foi servido o tempo todo (dá pra literalmente se entupir de pão!!!). Dessa vez tomamos vinho branco, for a change. A hostess (Madie) foi uma querida e tudo nesse restaurante é impecável. A sobremesa foi um cheesecake indescritível com uma cobertura de doce de figo…. socorro!!! Queria lamber o prato!

Total da conta (o casal), com vinho, sobremesa e tudo mais: cerca de 75 euros.

Chegamos em casa lá pela meia-noite, super cansados.

Dia 8, sexta: Seyne-Sur-Mer

Nesse dia não tínhamos planejado nada, só relaxar na praia pertinho de casa. Acordamos tarde, fomos pra praia linda que ficava a uma meia hora de caminhada pelas pedras da nossa casa. Que praia linda e azulzinha! E o sol? E o calor? Delícia! Comemos baguette de novo no almoço, seguida de um sorvete caseiro delicioso – pedi de figo e de cassis, fabulosos!!! No fim da tarde voltamos pra casa, tomamos banho, fomos no supermercado, jantamos em casa, tomamos champagne, e fomos dormir felizes depois de uma semana maravilhosa 🙂

Praia em Seyne-Sur-Mer

Praia em Seyne-Sur-Mer

Dia 9, sábado:

Pegamos a estrada lá pelas 11 da manhã e só paramos depois das 8 da noite, em Strasbourg, na Alsácia, norte da França. Cidadezinha super charmosa! jantamos um sanduba caprichado no Hippopotamus e dormimos no Hotel Ibis.

Dia 10, domingo:

Seguimos viagem e chegamos em casa só às 8 da noite! Exaustos! Agora é hora de organizar as fotos.

p.s.1. Impressão geral: Numa próxima vez eu dispensaria Cannes. Achei que valeu, assim, pra ir uma vez, ver, tirar foto e dar tchau. Não teve nada que me fez querer voltar lá… como todas as outras!

p.s.2. Praias: A praia de Cannes tem areia fina mas eu honestamente não achei nada demais. Além de ter visto o cocôzão na água, a praia em Nice (apesar de ser de pedregulhos) é beeeem mais azulzinha e bonita!

p.s.3. A época – finzinho de junho, início de julho – foi perfeita: calorrrr, poucos turistas, nenhum engarrafamento!

Gostaram da viagem? 🙂

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Sul da França

Tracei um planejamento para a viagem de uma semana à Côte d’Azur no verão. Saímos daqui dia 27 de junho, vamos de carro, dormimos em algum lugar da Alemanha e dia 28 chegamos no nosso destino, onde ficamos até dia 5 de julho.

  • Dia 1: 28.06  Chegada em Saint-Mandrier-Sur-Mer
  • Dia 2: 29.06  Île de Porquerolles (praia o dia todo)
  • Dia 3: 30.06  Les Calanques, Cassis, Marseille
  • Dia 4: 01.07  St. Tropez (Plage de Pampelonne)
  • Dia 5: 02.07  Nice, St-Paul-de-Vence, Eze
  • Dia 6: 03.07  Cannes (La Croisette), Antibes
  • Dia 7: 04.07  Toulon, Hyères
  • Dia 8: 05.07  Estrada de volta pra casa 🙂
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Próxima parada…

                   Sul da França

Uma semana na Côte d’Azur no verão 🙂

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Grécia! Epharisto Poli!

AtenasPlakaPiscinaOiaQuadPori Beach, KoufonissiNaxos de tardinhaNaxosKastro, Naxos TownJantar no Dimitri’sAlyko Beach3 brothers

Enfim, consegui me localizar dentro do meu próprio apartamento, que segue cheio de roupas pelo chão, sacolas plásticas, papéis e mapas espalhados por todo o lado. 

Atenas é uma delícia, vale a pena conhecer – mas pra nós, meros turistas, 2 a 3 noites na cidade são mais que suficientes. O mesmo não se aplica se você for um estudioso / entusiasta de História, Arqueologia, e coisas assim. Nesse caso fique mais tempo.

A viagem inteira saiu quase que exatamente como eu a tinha planejado. Não poderia ter sido mais perfeita!

Planejei tudo de forma a não correr riscos de perder vôos ou ferries. De forma a não ficar nada corrido demais. Tinha que ter cara de férias, bem tranquilo.

Assim chegamos num domingo à 1 hora da tarde, do dia 3 de setembro de 2007, no aeroporto tomamos o ônibus X95 para a Syntagma Square e facilmente chegamos no nosso hotel pobrezinho mas muitíssimo bem localizado, o Myrto Hotel, no bairro Plaka (50€ a diária em setembro, http://www.greekhotel.com/athens/myrto-hotel/home.htm); tomamos um bom banho, trocamos a calça jeans pelos shorts, os tênis pelas Havaianas e fomos bater perna!

Pensem nessas ruazinhas cheias de lojinhas… eu fiquei maluca! Queria comprar tudo! O calor estava muito acima do que eu havia imaginado pra setembro, assim como a quantidade de gente. Fiquei pensando em como deve ter sido em agosto… 

A tardinha e a noite foram basicamente assim, só andando, tomando água e suco de laranja o tempo todo, comendo as novidades da culinária grega (primeiro prato experimentado: Salada grega e souvlaki de porco). Até à noite a temperatura era mais que agradável, nem dava vontade de ir embora. Ainda bem que no hotel tinha ar condicionado 🙂

No dia seguinte acordamos às 5 e pouco, e fomos de metrô para o porto (Piraeus) onde tomamos o ferry pra Santorini, saindo às 7:15 da matina. Aqui recomendo: tragam seu café da manhã de fora! O do ferry é PODRE. Na frente do porto tem vários lugarzinhos onde vocês podem achar um desjejum mais decente.

Depois de 8 horas no ferry, chegamos a Santorini às 3 da tarde! A ilha é linda. O visual é tudo! O taxista enviado pelo Andreas, gerente do Nostos Apartments (180€ a diária, http://www.nostosapts.gr/), estava nos esperando com uma plaquinha e foi super fácil encontrá-lo. Nosso hotel ficava em Oia, bem na beirada do precipício, assim tínhamos aquela super vista… a primeira coisa que fizemos depois de conhecermos nosso quarto foi pular na piscina! Tava um calor bom demaaaais! Depois de fresquinhos pudemos ir bater perna pela vila de Oia.

Em Santorini ficamos 3 noites. Eu acho que foram suficientes. Há os que digam que 4, 5 noites são o ideal… mas a ilha é pequena e tudo o que há para ser visto, pode ser visto e curtido em 3 noites / 4 dias. Batemos muita perna em Oia no primeiro dia e no dia seguinte fomos passear em Fira, bem cedinho, e de tardinha fizemos o tour pelo volcano e Hot Springs (descemos de escada até o porto antigo, de onde saem os passeios, e na volta subimos de bondinho – não use os jegues!!! Eles são vítimas inocentes de abusos!),  e no nosso último dia inteiro alugamos aquela quad e circulamos pelas praias ao redor da ilha: a praia de areia preta Kamari e a famosa Red Beach :). Na manhã do nosso último dia circulamos de quad por Oia e arredores e partimos para Naxos às 4 da tarde, de ferry (durou 2 horas).

Além de tudo, Santorini é uma ilha SUPER cara. Um jantar a dois no Ambrosia (http://www.ambrosia-nectar.com/), sem vinho (bebemos só água!) nos custou 120 euros e cá pra nós, não achei nada de especial. Preferi mil vezes o Thomas Grill e a Taverna Dimitri’s, em Oia, ou o Lucky’s em Fira (não compara: são tipos de lugares completamente diferentes, mas eu numa próxima vez dispensaria o Ambrosia). Tudo custa uma pequena fortuna, por isso vale a pena juntar dinheiro, ir e curtir 3 noites em grande estilo, e depois tchau! A não ser que você tenha grana pra investir num hotel de luxo onde você possa ficar mergulhado numa jacuzzi na sua varanda privada o dia todo….

Naxos! Essa ilha nos conquistou. Parecia que estávamos no interior de Minas Gerais. Muito pasto, gado, colinas, montanhas, igrejinhas pequenas, gente simples… só não é muito verde. Mesmo assim, a paisagem é LINDA 🙂

Nessa ilha ficamos num studio muuuito gostoso: Studios Dimitra (20€ a diária em setembro, http://www.dimitrastudios.com/), em Kastraki (16km de Naxos Town), um lugar que parecia um sonho de tão tranquilo… ficávamos na praia até as 6 da noite, às vezes somente nós, e o barulho das ondas… êita que essas praias desertas foram bem aproveitadas!!!!

Um dia fomos andar a cavalo, já de tardezinha. Andamos por 3 horas com mais um casal de ingleses e a dona do “rancho”, a Niki, que é alemã e um amor de pessoa (http://www.horseriding-naxos.eu/en/home.html). Foi surreal. Acho que é a lembrança mais surreal que tenho dessa viagem. A gente passando pela praia com os cavalos no momento exato do pôr-do-sol…

Em Naxos alugamos essa quad por todos os 8 dias (7 noites) que ficamos lá. Rodamos a ilha inteira (é a maior do grupo das Cíclades), fomos até Apollona no norte, cada paisagem, cada vilarejo, essa ilha é o lugar onde eu me imagino passando as férias em família quando já estivermos cheios de filhinhos… as melhores praias são as do sul: Plaka (comemos no “3 Brothers” http://www.3brothershotel.gr/index-uk.html), Kastraki, Alyko, Glyfada… perfeitas!!!

De volta a Atenas, depois das 7 noites em Naxos (de novo pegamos o ferry – saindo de Naxos às 9 e meia da matina, chegando em Atenas às 3 da tarde), chegamos de tardinha e andamos mais pela Plaka e por Monastiraki. No dia seguinte, fizemos o circuito obrigatório: Acrópolis, e todos os locais arqueológicos. No último dia foi só tomar o café da manhã no hotel Myrto, pegar as malas e o busão na Syntagma Square de novo para o aeroporto.

Vimos um bocado, tiramos muitas fotos e aproveitamos o sol e calor até o último segundo antes de entrar no avião, e voltamos pra Dinamarca.

Melhores momentos:

– Os gregos são muito, muito simpáticos em geral – falo pelos nossos hosts nos 3 hotéis onde nos hospedamos.

– A comida!!!! Em especial: o leite e o iogurte grego com mel e nozes!!!!!! Meu Deus, isso eu tomava todos os dias no café da manhã e de tardinha. Será que foi por isso que engordei 2 quilos? Moussaka também é um prato que adorei, além do famoso souvlaki,  churrasquinho grego – comemos uns muito bons e outros porcarias em locais muito turísticos. Até quiabo com carne moída comi num restaurantezinho escondido, fora da rota turística em Atenas. Me fartei!

– O clima… que delícia de calor, mas sempre com uma brisa gostosa. Sol todos os dias.

– As praias desertas e cristalinas… 🙂

– Quando estávamos em Naxos, fizemos um passeio de um dia para Koufonissi. O ruim desse passeio foi a parada de uma hora em Iraklia, onde não se tinha NADA pra fazer. Mas Koufonissi é tão linda que valeu a pena – numa próxima vez a gente fica mais dias por lá. Até golfinhos no percurso nós vimos 🙂

– Em Santorini, você vai precisar optar por um hotel com vista para a Caldeira (o precipício, com o vulcão no meio) ou para o pôr-do-sol. Pouquíssimos hotéis possuem vista para os dois ao mesmo tempo. Aqui, eu recomendo altamente escolher um com vista para a Caldeira. Você não deve absolutamente estar no seu quartinho de hotel na hora do pôr-do-sol! Ele é para ser admirado de Amoudi Bay, numa taverna, ou de uma das ruazinhas de Oia. Procure fugir dos lugares extremamente lotados de ente disputando um pedacinho da cena.

Ainda vou ter uma casa no campo em Naxos.

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Grécia: por onde começar?

Eu só tinha uma coisa em mente: quero ir pra Grécia.

Mas a Grécia tem milhares de ilhas. O que fazer então? Escolher a mais popular e pronto?

Não! Decidi pesquisar e descobrir que o que cada ilha poderia me oferecer, e assim escolher meu destino.

O que eu queria: praia, muito sol, sossego, romantismo, areia branca, vistas deslumbrantes, paisagens lindas de viver, tudo isso sem gastar muito, mas aproveitando no mínimo 2 semanas.

Assim cheguei às primeiras conclusões sobre a Grécia.

Bom, a capital, Atenas, tem que estar incluída! Ver a Acropolis era obrigação. Assim comecei a ler sobre Atenas, sobre os melhores bairros para se hospedar, para comer, para passear e fazer compras, com o máximo de economia possível. Achamos um hotelzinho super em conta no bairro Plaka. Também precisávamos ter uma idéia de quantos dias seriam suficientes para se ver a aproveitar a cidade e achamos que 3 noites estava perfeito. Distribuímos assim: 1 noite antes de ir pras ilhas, e duas noites na volta, deixando um espacinho no caso do tempo não colaborar e precisarmos adiar o ferry de volta pra capital. Assim não perderíamos nosso vôo de volta pra casa.

Ok. Agora temos aproximadamente 12 dias – 11 noites para distribuir entre as ilhas. Quais são as imperdíveis, no meu caso? E quantas delas poderemos visitar, sem correria e aproveitando o máximo de cada uma, mas também tendo tempo pra relaxar?

No site do Décio – www.guiagrecia.com.br – me apaixonei pelas fotos de todas as praias praticamente. Mas sabia que não daria para visitar todas. Assim, de cara, me apaixonei por Milos, Koufonissi e Santorini.

Santorini é famosa pelo romantismo, tudo o que li sobre essa ilha não poderia soar mais maravilhoso. Vi milhares de fotos na net, li centenas de relatos de viagens, sobre a pitoresca Oia, de onde se vê o pôr-do-sol mais lindo do mundo, com vistas para o mar que são simplesmente indescritíveis. Todos são unânimes em afirmar que as fotos não fazem justiça à beleza de Santorini. Assim decidimos passar 3 noite em Oia.

Agora era Milos e Koufonissi. Na época que decidimos visitar as ilhas, em setembro, os ferries não viajam mais tão frequentemente como em julho e agosto. Assim descobri que seria meio complicado ir de Milos para Koufonissi ou vice-versa. De Santorini para qualquer uma destas seria fácil, o problema era de uma para a outra já que ficam em rotas completamente diferentes.

 Assim teríamos: Santorini – Milos, ou Santorini – Koufonissi.

Comecei a ler mais, sobre as ilhas próximas de Milos e as próximas de Koufonissi, e assim descobri Naxos. Paixão à primeira vista! Com suas looongas praias de mar transparente e areia branquinha, Naxos era exatamente o que eu procurava – além de todo o sossego, as praias paradisíacas, Naxos fica pertinho de Santorini e de Koufonissi – e por ser uma ilha maior – a maior das Cíclades – decidi que nos hospedaríamos lá, e de lá faríamos algum passeio para Koufonissi e Paros, que também é vizinha. Milos vai ficar para a próxima 🙂

Se em Santorini eu buscava romantismo e vistas deslumbrantes, me decidindo assim por me hospedar em Oia, em Naxos eu buscava sossego e praias sem fim. Por isso ficar na capital – Naxos Town, ou Chora – estava fora de cogitação. Eu queria um lugar isolado, onde eu verdadeiramente me desligasse de tudo. Nada de luxo e muitas conveniências. Assim optei por Kastraki, a 16 km da capital. Uma praia isolada e linda.

No próximo capítulo conto mais detalhes. Falta menos de um mês!!!!

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