Nasci e cresci no Espírito Santo, esse estadinho escondidinho entre o Rio de Janeiro e a Bahia. Ainda bem. Só quem descobriu o ES foram os mineiros, alguns candangos e paulistas.
Ano passado voltei ao ES depois de 2 anos e meio morando na Europa. Como levei meu marido viking, fiz um roteiro para que ele pudesse ver de tudo um pouco: mata, cachoeira, e muita, muita praia!
Para começar: nos hospedamos em Vila Velha, na praia de Itapoã, a minha favorita, que abriga lado a lado uma colônia de pescadores e a turminha high society da cidade. O hotel foi o Costa do Sol Hostess, de frente para a praia. Ficamos na suíte executiva no oitavo andar, com varanda e uma vista impagável para o marzão.

Adoramos a estadia no hotel, o atendimento foi excelente e a suíte era confortável, mas nada luxuosa. Acho que só pela vista que tínhamos dali, já teria valido a diária (R$ 180 em janeiro de 2006). O café da manhã era OK, mas nada impressionante. http://www.hotelcostadosol.com.br/
Ao sul de Vila Velha fica a famosa Guarapari, cidade praiana bem badalada no verão. Mas antes de chegar a Guarapari fica uma praia que foi meu refúgio durante meus anos de universidade: Setiba. Setiba tem 3 partes: A parte farofada, com quiosques e boa para famílias com crianças pois a água é calminha e transparente; Setibão, ótima para surfistas, e setibinha, a minha prainha que fica entre as duas outras, mas pouca gente tem a idéia de parar por lá. Lá tem um único restaurante que é ótimo e serve uma moqueca capixaba divina. O restaurante se chama Terra do Sol (se não me engano..). Para se chegar lá, a gente pega a Rodovia do Sol e vira na entrada de Setiba depois de uns 20 minutos dirigindo (tem uma plaquinha no trevo). A primeira praia que a gente vê é a da farofada – daí na rua da praia a gente vira à esquerda e segue pela estradinha de chão até chegar na parte deserta da praia.

Depois fomos para o norte, quase na divisa do ES com a Bahia. A cidade de Itaúnas é famosa por seu forró que dura a noite inteira, e também pelas dunas que soterraram o antigo vilarejo.
A atriz e escritora Elisa Lucinda tem casa lá, e vive por lá de biquini e pé na areia. Aconteceu da gente encontrá-la no restaurante em Riacho Doce, e sim, tirei foto com ela, hahaha. Sou fã mesmo.
Itaúnas lota no revéillon, carnaval e páscoa, mas geralmente é bem pacata e tranquila. O melhor sanduíche do mundo eu comi no McDunas, em Itaúnas 🙂 Imperdível. Nos hospedamos na Pousada Zimbauê, que é beeem simples, tem um café da manhã simples e os colchões quase acabaram com a minha coluna….
Pertinho de Itaúnas, 15 minutos de carro a gente chega em Riacho Doce, divisa com a Bahia. Que tal?


No dia seguinte fomos para Costa Dourada, já na Bahia. Não ficamos muito por lá, apesar de termos sombrinha, o sol estava escaldante e a praia não tinha muita infraestrutura. Aliás, quase nenhuma 🙂 Mas o visual era de morrer…
Já de volta a Vila Velha, a próxima aventura era uma cachoeira. Pra quem tem tempo de sobra, deve dirigir até Matilde (mais ou menos 3 horas de carro), mas como tínhamos voltado de Itaúnas (5 horas de carro), preferimos ir a uma cachoeira mais próxima. Assim resolvemos ir pra Santa Leopoldina, a apenas 40 minutos de carro.
Passamos primeiro no Véu da Noiva, mas fiquei tão arrasada com a situação – transformaram o lugar em parque aquático!!! – que resolvemos ir embora dali. Assim fomos parar na Moxafongo, que também está bem farofada, mas nada comparado ao Véu da Noiva.

No caminho pra Santa Leopoldina encontramos um bicho-preguiça na estrada, a ponto de ser atropelado e morrer… paramos o carro e meu irmão pegou a bichinha, e levou-a segura para o outro lado. Só saímos dali quando vimos que ela já tinha subido uma árvore.

Resumindo: o ES tem destinos para todo tipo de viajante, o clima é sempre quente, apesar de ter também clima de montanha a apenas 40 minutos da capital – subindo a serra chega-se a Domingos Martins, cidade colonizada por alemães e que é cheia de ótimos festivais em julho.
Para comer: dessa última viagem, me lembro de lugares excelentes onde a gente comeu: o Mr. Picuí, na Praia do Canto, que serve comida nordestina deliciosa; no Shopping Vitória comemos num restaurante mineiro a quilo, simplesmente divino, o Coração Mineiro; jantamos um dia na churrascaria Minuano, na orla de Camburi (não deixe de tomar um coquetel de frutas lá antes do jantar); um churrasquinho no calçadão da Praia da Costa, num trailler chamado Sadan; sucos de todos os tipos e açaí na tigela com granola e banana, no Bully’s, na Praia do Canto.