Viajando e comendo

Estou planejando duas viagens. Ao mesmo tempo, porque estou viciada!

A primeira é pra Grécia. Vou pra Grécia em setembro, daqui a menos de 3 meses, e comecei a planejar essa sonhada viagem em abril. Vou relatar os preparativos em breve.

A segunda será em setembro de 2008, ao Brasil, e como não dá pra ir ao Brasil todo ano, cada viagem deve ser muito bem aproveitada! Também, como os sogros vão com a gente, quero mostrar pra eles um pouco de tudo o que o Brasil tem: matas, cidades grandes, e praia, muita praia.

Planejar uma viagem pela net ficou muito, muito fácil! Em forums, blogs de viagem e no Orkut, não faltam pessoas dando dicas e relatando as próprias experiências.

Quando resolvemos viajar, há muitos detalhes sobre os quais precisamos ter informacão: melhor época, bairros/cidades/ilhas imperdíveis, passeios que valham a pena, restaurantes, e óbvio, as furadas – o que evitar.

Quando lemos as críticas negativas de um hotel ou restaurante, nem sempre aquilo que incomodou/frustrou a pessoa em questão, vai causar o mesmo efeito em outras pessoas. Assim fui considerando um bocado e aprendendo sobre o que realmente era importante pra mim.

Engracado é que essa pesquisa toda fez despertar em mim a vontade de sair provando coisas diferentes aqui em Copenhague mesmo. Depois do restaurante de Tapas que relatei aí embaixo, fui em uma creperia francesa (La Galette; fotos) e em um sushi (Field’s) – coisa que eu nunca tinha provado!

                        Crepe  Crepe

Agora vou voltar pra cama. O tempinho nublado e chuvoso… hmmmmm….

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Espírito Santo para iniciantes

Nasci e cresci no Espírito Santo, esse estadinho escondidinho entre o Rio de Janeiro e a Bahia. Ainda bem. Só quem descobriu o ES foram os mineiros, alguns candangos e paulistas.

 Ano passado voltei ao ES depois de 2 anos e meio morando na Europa. Como levei meu marido viking, fiz um roteiro para que ele pudesse ver de tudo um pouco: mata, cachoeira, e muita, muita praia!

Para começar: nos hospedamos em Vila Velha, na praia de Itapoã, a minha favorita, que abriga lado a lado uma colônia de pescadores e a turminha high society da cidade. O hotel foi o Costa do Sol Hostess, de frente para a praia. Ficamos na suíte executiva no oitavo andar, com varanda e uma vista impagável para o marzão.

            Vista da varanda do hotel Itapoã

Adoramos a estadia no hotel, o atendimento foi excelente e a suíte era confortável, mas nada luxuosa. Acho que só pela vista que tínhamos dali, já teria valido a diária (R$ 180 em janeiro de 2006). O café da manhã era OK, mas nada impressionante. http://www.hotelcostadosol.com.br/

 Ao sul de Vila Velha fica a famosa Guarapari, cidade praiana bem badalada no verão. Mas antes de chegar a Guarapari fica uma praia que foi meu refúgio durante meus anos de universidade: Setiba. Setiba tem 3 partes: A parte farofada, com quiosques e boa para famílias com crianças pois a água é calminha e transparente; Setibão, ótima para surfistas, e setibinha, a minha prainha que fica entre as duas outras, mas pouca gente tem a idéia de parar por lá. Lá tem um único restaurante que é ótimo e serve uma moqueca capixaba divina. O restaurante se chama Terra do Sol (se não me engano..).  Para se chegar lá, a gente pega a Rodovia do Sol e vira na entrada de Setiba depois de uns 20 minutos dirigindo (tem uma plaquinha no trevo). A primeira praia que a gente vê é a da farofada – daí na rua da praia a gente vira à esquerda e segue pela estradinha de chão até chegar na parte deserta da praia.

Setiba  Piscina

Depois fomos para o norte, quase na divisa do ES com a Bahia. A cidade de Itaúnas é famosa por seu forró que dura a noite inteira, e também pelas dunas que soterraram o antigo vilarejo.

A atriz e escritora Elisa Lucinda tem casa lá, e vive por lá de biquini e pé na areia. Aconteceu da gente encontrá-la no restaurante em Riacho Doce, e sim, tirei foto com ela, hahaha. Sou fã mesmo.

Itaúnas lota no revéillon, carnaval e páscoa, mas geralmente é bem pacata e tranquila. O melhor sanduíche do mundo eu comi no McDunas, em Itaúnas 🙂 Imperdível. Nos hospedamos na Pousada Zimbauê, que é beeem simples, tem um café da manhã simples e os colchões quase acabaram com a minha coluna….

Capoeira parque praia 

Pertinho de Itaúnas, 15 minutos de carro a gente chega em Riacho Doce, divisa com a Bahia. Que tal?

cascata moqueca

redes lindo!

No dia seguinte fomos para Costa Dourada, já na Bahia. Não ficamos muito por lá, apesar de termos sombrinha, o sol estava escaldante e a praia não tinha muita infraestrutura. Aliás, quase nenhuma 🙂 Mas o visual era de morrer…

costa dourada 

Já de volta a Vila Velha, a próxima aventura era uma cachoeira. Pra quem tem tempo de sobra, deve dirigir até Matilde (mais ou menos 3 horas de carro), mas como tínhamos voltado de Itaúnas (5 horas de carro), preferimos ir a uma cachoeira mais próxima. Assim resolvemos ir pra Santa Leopoldina, a apenas 40 minutos de carro.

Passamos primeiro no Véu da Noiva, mas fiquei tão arrasada com a situação – transformaram o lugar em parque aquático!!! – que resolvemos ir embora dali. Assim fomos parar na Moxafongo, que também está bem farofada, mas nada comparado ao Véu da Noiva.

Moxafongo  igrejinha em santa leopoldina

No caminho pra Santa Leopoldina encontramos um bicho-preguiça na estrada, a ponto de ser atropelado e morrer… paramos o carro e meu irmão pegou a bichinha, e levou-a segura para o outro lado. Só saímos dali quando vimos que ela já tinha subido uma árvore.

bicho preguica

Resumindo: o ES tem destinos para todo tipo de viajante, o clima é sempre quente, apesar de ter também clima de montanha a apenas 40 minutos da capital – subindo a serra chega-se a Domingos Martins, cidade colonizada por alemães e que é cheia de ótimos festivais em julho.

Para comer: dessa última viagem, me lembro de lugares excelentes onde a gente comeu: o Mr. Picuí, na Praia do Canto, que serve comida nordestina deliciosa; no Shopping Vitória comemos num restaurante mineiro a quilo, simplesmente divino, o Coração Mineiro; jantamos um dia na churrascaria Minuano, na orla de Camburi (não deixe de tomar um coquetel de frutas lá antes do jantar); um churrasquinho no calçadão da Praia da Costa, num trailler chamado Sadan; sucos de todos os tipos e açaí na tigela com granola e banana, no Bully’s, na Praia do Canto.

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Tapas Bar

                                       

 Já tinha um bom tempo que e queria jantar nesse restaurante espanhol, bem no centrão de Copenhague, em frente à praça da prefeitura. Chama-se Biscaya Tapas Bar. Hoje fomos aproveitar o tempo bom andando pela rua, e não resistimos: entramos e pedimos um menu com 12 tipos diferentes de tapas.                    

                                                                                                   Dátil, a frutinha da palmeira - isso com bacon é divino

Gente, eu nunca tinha provado sabores tão diferentes e tão divinos! A variedade era grande: tinha omelete com batatas, um filezinho de um peixinho minúsculo imerso em vinagre – do qual eu não me lembro o nome, um bolinho de atum com batatas, um pimentão vermelho com um recheio de carne maravilhoso, costela de cordeiro, filezinho de frango, champignon recheado, e o auge do prato: uma frutinha da palmeira chamada dátil em espanhol (foto) – alguém conhece, ou sabe o nome em português? – enroladinha em bacon… foi a coisa mais gostosa que eu provei nos últimos 4 anos morando na Europa. Tudo com muito sabor, completamente diferente da insossa comida dinamarquesa.

 Os garçons não falavam dinamarquês e se divertiam com os clientes querendo saber como se diz tudo em espanhol. Na mesa do nosso lado tinha uma família de 5 pessoas. O pai era o mais animado e fazia tantos “Hmmmmmmmmm!” que parecia estar tendo um orgasmo gastronômico. Ele dizia: “Nossa, como tem um gosto diferente! Que delícia!” Não era de se admirar. A cozinha dinamarquesa não é nem um pouco original ou saborosa. Eu saí de lá completamente realizada, mas meu marido, apesar de ter gostado, achou que tudo tinha um sabor muito forte.  É porque a comida com que ele está acostumado não tem sabor algum!

Se você vier a Copenhague, não deixe de provar:

Biscaya Tapas Bar

Jernbanegade 4, København V

33 32 44 77

Em frente à praça da prefeitura, ao lado do Cine Dagmar.

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Pré-estréia

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Depois de um longo e tenebroso inverno, volto à blogosfera (argh) para reportar minhas viagens, imaginárias ou não. Volto com o mesmo nome com que me lancei no estrelato virtual, em 2003, escrevendo para uma revista virtual quando morava em Paris.

                   Pra começar, uma foto da cidade onde eu moro. Você conhece?

                   Volto já.

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